Design Ponto e Vírgula
24 de novembro de 2010 por Niege Borges

Stefan Sagmeister em São Paulo

Ontem, dia 23/11, tive o prazer de assistir a palestra do designer Stefan Sagmeister. Ele é austríaco, estudou em Vienna, trabalhou na Leo Burnett de Hong Kong e hoje tem um escritório em Nova Iorque. Ele é conhecido principalmente pelas suas capas de discos (fez capas pra gente tipo Rolling Stone, Lou Reed e David Byrne) e pelo seu trabalho com tipografia.

Sagmeister, mostrando ser bem humorado e querido de cara, começa contanto sobre como ele não queria fazer uma capa de um cd pro Jay-Z e colocou o preço lá em cima (97 mil dólares) para que não chamassem ele. Depois de muita função, o rapper pagou o preço do próprio bolso e ainda adicionaram na capa: “design by: $97 000″. Mas isso não tem nada a ver com a palestra, que era sobre como o design pode tocar o coração das pessoas.

Ele mostrou um trecho do filme que está fazendo sobre felicidade, The Happy Film e daí em diante ele mostrou várias listinhas de coisas que ele aprendeu, sendo que a primeira citada foi “do more of the things I like to do and fewer of the things I don’t like”, o que é bem simples, porém importante. Uma das coisas legais do Sagmeister é que ele valoriza o trabalho manual, ele disse que é importante utilizar uma grande variedade de ferramentas e técnicas, porque o trabalho fica bem mais rico do que se a pessoa se prender na tela do computador, que tem milhares de recursos. Ele também acha importante que as pessoas trabalhem em projetos importantes pra elas, que elas sempre tenham um feedback e que trabalhem em algo que seja metade novo, metade familiar.

Outra coisa que ele falou bastante foi sobre a importância de tirar um tempo de folga e o período sabático: ele resolveu pegar os anos de aposentadoria e adicionar no período de trabalho, então a cada sete anos ele tira um ano de férias. Os trabalhos feitos nos sete anos seguintes ao período sabático foram influenciados por este um ano, que foi um período de aprendizado e destinado para projetos pessoais. Inclusive ele fala de empresas tipo a 3M e o Google, que destinam um período do tempo de trabalhos dos funcionários para que eles trabalhem em projetos pessoais. Ele também fala sobre a diferença entre trabalho (algo que é feito por dinheiro, das 9 às 17 horas), carreira (onde a pessoa busca promoção) e chamado (que é o que te completa).

Depois de citar alguns trabalhos legais que ele fez no período sabático e pós este período (como este bem interessante, feito para A Casa da Música), ele fala sobre como a linguagem do design é geralmente utilizada para promoção e propagandas, e que devem haver outras possibilidades, como o projeto Things I Have Learned So Far. Ele anotou diversas frases de coisas que ele tinha aprendido, como Complaining is silly. Either act or forget, Thinking life will be better in the future is stupid. I have to live now, Money does not make me happy (só para citar algumas), e fez um trabalho tipográfico bem particular para cada uma.

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Ele encerra a palestra falando sobre como uma vez viu uma senhora muito bela no metrô e teve vontade de falar para ela como ela era maravilhosa, e no último momento ele foi até ela e disse, e isso fez com que ambos se sentissem bem, e que por isso ter coragem é muito importante.

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