Games
07 de abril de 2011 por marimessias

Wii 2?

A rapaziada do Kotaku (americano, caso o link de bug) faz uma análise do perfil dos últimos dez anos de lançamentos da Nintendo e concluí que a seca de jogos do Wii tem um nome: Wii 2. O que pode fazer sentido, com Kinects e Moves, ainda que Nintendo tenha sido a última a lançar console na geração atual.

Mas convém cogitar, já que eles estão sempre um passo a frente do que imaginamos, esses danadinhos.

• Publishing for the DS exceeds that of the Wii both in terms of quantity and consistency. Nintendo leveraged an enormous amount of support upon the DS —support which we expect to see extended to the 3DS in the months to come. It’s no surprise, but Nintendo has been pampering all you portable gamers, because you’ve helped make them rich.

• Since the launch of the Wii, Nintendo has been releasing 1st-party titles for the Wii and the DS in alternating waves. Whereas in the past we observed simultaneous releases across both portable and home consoles, it’s becoming the company’s habit to unveil titles for one platform at a time.

• All this has happened before. The spring of 2002 was the longest Nintendo game drought on record, and has a number of characteristics in common with the season we’re entering now.

Nintendo has launched a major piece of technology (the 3DS) and is initiating the gradual retirement of a console with a large and reliable installed base.

4 comentários para Wii 2?

  1. Andre Peniche disse:

    Para ler com paciência:

    A pressa é inimiga da perfeição (de vez em quando)…

    Prólogo:

    O problema é: A Nintendo faz isso desde 1996, quando lançou o Nintendo 64.

    O projeto chamava-se Ultra 64 e foi colocado à prova com o lançamento do Arcade “Cruisn’ USA” em 95. Era um jogo de corrida com gráficos muitos bons e “limpos” para a época, mas foi um jogo feito com cuidado e durante um longo tempo.

    Flashback:

    Volto mais ainda. 1993:
    Lançamento do 3DO.
    O então dono da Eletronic Arts, Trip Hawkins deu um “chega mais” na Panasonic e disse “Mano, tô com um projeto OUSADO. Bora?”. A Panasonic topou e lançaram então o 3DO, o primeiro videogame de 32 bits basicamente baseado em jogos de FMV (Full Motion Video). Logo em seguida a Goldstar e Sanyo foram no clima e lançaram seus próprios 3DO (basicamente o mesmo videogame, apenas com outra marca).

    O que aconteceu? Era ousado, lindo, mas custava 750 dolares (na época!!!) e no fim das contas, nenhum jogo era bom de verdade. A pressa foi inimiga da perfeição.

    1994: Atari deixa de lado o projeto “Panther” (um videogame de 32 bits para brigar com o 3DO) e resolve mostrar ainda mais ousadia… Lança o Atari Jaguar: O primeiro videogame de 64 bits com o slogan: “Do the Math!”.

    O que aconteceu? Era pífeo. Seria ótimo se os componentes fossem bons, mas como na época a coisa toda ainda estava lenta, o que conseguiram foi enfiar um processador de 25mhz e 64bit.
    Resultado: Era bom em isolados casos, mas no geral, os gráficos 3D era simplesmente horríveis, taxa de atualização medonha e o pior: A grande maioria dos jogos perdia feio para o Super Nintendo, de 16 bits. – A pressa foi inimiga da perfeição… de novo.

    1995 – O ano em que tudo estourou.

    Sega e Sony voltaram com tudo.

    Enquanto a Panasonic/EA e Atari davam os últimos suspiros, as Pacientes Sega e Sony preparavam seus Sega Saturn e Playstation com muita paciência durante 93 até o final de 94. (vale lembrar que o Playstation nasceu do fiasco que foi o projeto deles com a Nintendo para lançar o Nintendo Playstation (drive de CD para o SNES)).
    Resultado: Enquanto o 3DO e o Jaguar estavam numa corrida para ver quem era mais estranho, Sony e Sega aprendiam com os erros deles e lançaram, quase dois anos depois consoles de 32 bits infinitamente superiores aos da concorrência.
    Duraram muito mais no mercado.

    Nintendo ficou quieta, respirou fundo e focou nas 840 versões diferentes do Game Boy.
    Esperou um pouquinho mais e em 1996 lançou o N64.

    O problema começou: Ao invés de fazer o que Sony e SEGA fizeram no passado recente e lançar o seu console de 32 bits perfeito, quis ousar, “sacudir o mercado” e lançou um de 64 bits. Deu seu primeiro “falso” passo a frente.
    O erro foi similar ao do Atari Jaguar, porém, com 2 anos passados, o console era muito melhor elaborado e rendeu ao N64 ótimos jogos e um certo tempo no mercado, mas mostrou-se falho por ainda usar cartuchos de baixo processamento limitando (e muito) a versatilidade dos jogos de uma maneira geral.

    Em 97, o N64 fez com que a SEGA acordasse e focasse na velha rivalidade Nintendo-SEGA, e por rivalidade eu digo responder a altura (ou seja, ousar mais ainda!), e em 98 lançou o Sega Dreamcast, o primeiro console de 128 bits. Incrível, lindo, mas com algumas falhas e muitos jogos “duvidosos”.

    Em resumo, de 96 a 98, a Nintendo e Sega acharam que (ainda) era donas do pedaço e por isso, poderiam ousar sem riscos pois o mercado (ainda) era deles enquanto menospresavam a novata Sony.
    O problema então era que nesse período, a tecnologia no segmento avançava rápido, e o Playstation foi tão bem pacientemente elaborado, que em 2000 ainda vendia mais do que a Nintendo e a Sega juntas.

    Não me entendam mal… Tanto o N64 quanto o Dreamcast foram incríveis (tenho ambos e os amo!) mas não duraram o que deveriam por uma série de fatores.

    Enquantos isso, a Sony preparava mais uma vez, pacientemente, seu novo console. Aprendeu com toooooooodos os erros da Nintendo e da Sega e sóóóó no final de 2000, lançou seu PS2 de 128 bits.
    Resultado: A SEGA havia apostado praticamente TODAS as suas fichas no Dreamcast e de repente, viu-se engolida pelo furacão Sony e anunciou o discontinuamento precoce da produção do seu ultimo videogame.

    A Nintendo por sua vez, viu que precisava “inovar” (e AÍ começa o erro que dura até hoje) e achou que o resultado talvez não fosse fazer algo superior, mas sim, diferente, praticamente segmentado. No caso, o projeto do hardware de um novo console já estava pronto, mas tal “inovação” atrasou o lançamento da tal novidade e só um ano depois, em Novembro de 2001, o Game Cube chegava as prateleiras.

    No caso, pressa? Não, mas o problema é que a Nintendo esqueceu um ponto importante: Os consumidores de jogos eletrônicos não estavam reciclando-se tanto quanto se pensava. Na verdade, a maioria dos gamers não eram novas crianças atrás de diversão, mas sim, aqueles que jogavam Mário e Zelda em 1987.
    Resultado: O Game Cube era, em sua maioria, voltado para um público infanto-juvenil enquanto os “hardcore gamers” procuravam jogos mais sérios e elaborados. Com isso, o PS2 MASSACROU o Game Cube em popularidade e mostrou que se a inovação deveria existir, não era bem por onde a Nintendo havia se aventurado. Vendeu bem, mas é faculmente esquecido, descartável.
    Pra piorar, a Microsoft, que é paciente como a Sony, entrou nos trilhos do PS2 e lançou o XBOX. Digamos que é um primo do Playstation (como acontece até hoje) e por isso, briga bem, fazendo com que a Nintendo caia mais ainda no saco dos “é bom mas nem tanto”.

    Daí pra frente, erros aprendidos e tecnologia voando alto, não era mais uma questão de timing, mas simplesmente de bom senso.

    Primeiro veio a Microsoft, com 1 ano de antecedência lançou o XBOX 360. Esse é bom e merece méritos. Fez o que ninguém conseguiu: Lançar um videogame realmente BOM, com ótimos jogos e de maneira precoce.
    Problemas? Sim.
    Foi tão ousado e rápido que esqueceram de um ponto crucial. Confiabilidade.
    Depois de um ano de ótimas vendas, um sigla começou a “ferrar” a credibilidade deles: 3RL. Isso vem de “Three Red Lights” que é o código que o XBOX dizendo “olha, eu morri e trás que gastar uma GRANA pra me consertar”. Mas tudo bem, a Microsoft foi aos poucos aperfeiçoando o aparelho até que hoje está um tanto confiável.

    Um ano depois veio a Sony com o confiável e “só-não-faz-bolo” Playstation 3. Melhor que o Xbox? Em alguns pontos. Em outros (um ou dois) o Xbox da bastante trabalho.
    Mas o mérito ainda vai para o Xbox que foi ousado e acertou.

    O problema da Nintendo é o ego e a concepção de inovação.

    O Nintendo Wii veio com apenas um mês de diferença para o PS3 e chamou MUITA atenção. Era o primeiro console que REALMENTE fez um motion controller funcionar direito e isso alavancou a marca e as vendas como nunca.

    Mas… Veja só. O Xbox 360 usa um processador de 3.9Ghz. O PS3 um de 3.2Ghz. Ambos tem infinitos componentes que fazem dos dois consoles incríveis.

    O Nintendo Wii? Processador de 750Mhz.
    A atenção foi toda para os jogos infantis, familiares e para o controle de movimento, que depois até ganhou um “upgarde” pois não era tão preciso assim.

    Bem, a concepeção dos caras era de inovar, sem dar atenção ao que de fato mostrou-se verdadeiro nos últimos 15 anos: O que segura um console é sua capacidade de processamento, logo, os jogos podem inovar-se e aperfeiçoar-se dentro daquele processador que lhe foi dado por um período (com folga) de 5 a 7 anos.

    O que acontece hoje? Tanto o PS3 quanto o XBOX seguem divertindo e prendendo a atenção de todo mundo pois sabem que o mercado de games é composto em sua maioria, de pessoas na faixa de 25 a 35 anos de idade e que nem todo mundo curte os patéticos “miis”, joguinhos e versões bobas. (Não incluo jogos do Mário aqui. Eles são como os Beatles dos games”).

    Um exemplo rápido: Compare a capa do jogo “Ghostbusters” de PS3/XBOX e a de Wii – http://www.mooki.com.mx/wp-content/uploads/2009/04/ghostbusters_delta.jpg

    Viu o problema? O aspecto “cartoon” da-se por dois motivos: O Wii simplesmente não tem capacidade de rodar um jogo como o dos concorrentes e a aposta erronea de achar que videogame é para o público infanto-juvenil.

    Vale ainda lembrar: Com paciência, o PS3 lançou o PS Move (infinitamente superior ao Wii Motion) e o XBOX lançou Kinect. Ousadíssimo, mas muito bem elaborado.
    Com isso, a história do Game Cube se repete, e o público começa a entender que com paciência, compra-se algo muito mais substancial e divertido.

    Não precisa nem chegar ao Wii 2, para entender que a Nintendo continua errando, e dessa vez para todos os lados.
    O 3DS é inovador, mas traz consigo a maldição do Virtual Boy. É um aparelho que cansa os olhos, que apenas depois de semanas lançado, sofre devoluções e queda nas vendas. E os jogos, bem, a preocupação de acompanhar a tal “inovação” de hardware é similar aos filmes que fazem uso excessivo do 3D: Ficam preocupados só com isso e esquecem do resto. Resultado: Jogos medíocres e facilmente descartáveis.

    Satoru Iwata (presidente da Nintendo mundial) e Reggie Fils-Aime (presidente da Nintendo America), já deram pistas de que o Wii 2 (se assim de fato for chamado) não fará uso do 3D e provavelmente continuará fazendo uso SOMENTE do controle de movimento e que seu público-alvo continuará sendo o mesmo. Volto a dar ênfase no SOMENTE. (humf!)

    Meu ponto é:

    A Nintendo vende bem?: Pra caramba, os caras sabe ganhar dinheiro.

    Isso é o que importa?: Hum, acho que não.

    De um ponto de vista bem pessoal, a parábola da Nintendo é a seguinte:
    Os caras “inovam” de maneira errada, mas inovam.
    Lançam algo um pouco antes dos concorrentes e por conta disso, ganham rios de dinheiro e vendem extremanete bem, porém, usam para isso conceitos como “jogos de família”, “jogos divertidos” e etc.
    Com isso, depois de um curto período, os concorrentes, pacientes que são, lançam algo infinitamente superior e passam a Nintendo depois de um, dois anos e com folga.

    As imagens que ficam da Nintendo são:

    - “Bacana, mas prefiro jogar meu PS3 ou XBOX.”
    - “Legal, mas tem jogos bobinhos, enjoam rápido.”
    - “Bacana se você jogar com mais gente, mas é só isso.”

    Resultado final: A Nintendo vem aos poucos perdendo espaço e acima de tudo, credibilidade. Principalmente ao esquecerem que os primeiros compradores dos consoles da próxima geração, aqueles que tem condições e que de fato QUEREM comprar, são adultos, classe média/alta, e um pouco ainda mais velhos, algo como 28 a 40 anos.

    Enquanto isso, o pai do garoto de 11 anos diz: “Não meu filho, o PS4 é muito caro e violento, vamos comprar o Wii2. É divertido”.

    A Sony/Microsoft riem alto vendendo bem CONSTANTEMENTE e ganhando rios de dinhiero na Playstaion Network e Xbox Live.

    “Não filho, já comprei o videogame, não vou ficar gastando dinhieiro no Wii Marketplace.”

    PS: Se houver erros de português, favor desconsiderar. Escrevi rápido, sem ler e numa tacada só.

  2. Andre Peniche disse:

    Esqueci de dizer que a Nintendo estão sim um passo à frente. Mas tropeçam e ficam para trás.

  3. Andre Peniche disse:

    E esqueci de dizer que o erro do XBOX 360 em sua precocidade, foi não incluir Blu-Ray. Tentou com o HD-DVD externo que faliu meses depois e agora anunciou que vai produzir DVDs de alta capacidade.
    Sony RIALTO com seus Blu-Rays de 50gb.

    Tá, chega!

  4. marimessias disse:

    Nem vou falar de tudo pq, enfim, arrasou. Mas inovar tb é saber responder demandas e aprender com concorrentes e falhar. Tudo isso a Nintendo fez, com o N64 e a alavanca, com DS lindinho e touch, com o Gamecube fail e com o Wii motion. E que nesse sentido Nintendo continua inovando como quase sempre e de maneira mais definitiva e frequente que os demais. Cada época com sua fun fun fun.
    E Sony rialto mas segue sendo o menos vendido (PORRA, vender menos que PSP é de foder). Pode ser o teu novo dreamcast, eu sou trezensseseentista ftw. hahahaha.
    PO, ia ser massa debater ao vivo. Faremos brev, Kiev. Saudads. Beijs.

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