Nada a Ver Ponto e Vírgula
03 de maio de 2011 por marimessias

Whatever works

Estava lendo o novo post do Seth Godin sobre a diferença entre Hard Work e Long Work. Long work é aquele trabalho como conhecemos historicamente, normalmente com muitas horas a cumprir e as vezes poucas coisas a realizar. É mais ou menos como no começo de Brazil, do Terry Gilliam:

Hard work, por outro lado, é o trabalho com o qual nos conectamos. E ele não tem limites de tempo, pode demorar semanas ou cinco minutos. Mas fazendo um Hard Work, segundo o Godin, podemos falhar. E isso muda tudo. E isso causa medo.

You can’t fail at long work, you merely show up. You fail at hard work when you don’t make an emotional connection, or when you don’t solve the problem or when you hesitate.

E ele conclui:

It seems, though that no matter how much long work you do, you won’t produce the benefits of hard work unless you are willing to leap.

Obvio que nem todo trabalho braçal ou burocrático é long work. É como diz o  Alain de Botton, (da School of Life -entre outros), no  The Pleasures and Sorrows of Work:

However powerful our technology and complex our corporations, the most remarkable feature of the modern working world may in the end be internal, consisting in an aspect of our mentalities: in the widely held belief that our work should make us happy.

A busca pelo hard work é a busca por um trabalho que vive conosco, como amor e amizade, mesmo quando não estamos com ele. Pelo prazer.

É como disse o docinho do E.E. Cummings, sobre ser poeta:

To be nobody-but-yourself-in a world which is doing its best, night and day, to make you everybody else-means to fight the hardest battle which any human being can fight; and never stop fighting.

(…)

If, at the end of your first ten or fifteen years of fighting and working and feeling, you find you’ve written one line of one poem, you’ll be very lucky indeed.

Sobre o tema ainda rola ver o documentário de 1980 North China Factory.

2 comentários para Whatever works

  1. Marina Bortoluzzi disse:

    tu és messias mesmo, mari. delícia de post!

  2. Lena disse:

    tô amando os unicórnios. vou adotar como se fosse my own Olina – “essência de vida”.

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