Educação Ponto e Vírgula Tecnologia
17 de maio de 2011 por marimessias

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Meses atrás o co-fundador do Paypal, Peter Thiel, anunciou que daria bolsas de 100,000 dólares para empreendedores com menos de 20 anos, contanto que eles largassem a faculdade. Muita gente ficou chocada com a idéia e acusou Thiel (que também é investidor do Facebook desde os primórdios), de sofrer de narcisismo capitalista, entre outras.

Claro, Thiel tem um histórico de idéias e atitudes pouco convencionais, como apoiar pesquisas para aumento da expectativa de vida (até uns mil anos ta bom pra eles) e ser um dos diretores do movimento Seasteading, que incentiva a criação de comunidades flutuantes, sem leis e baseadas em associações voluntárias.

I no longer believe that freedom and democracy are compatible

Ao criar essa bolsa ele ainda disse que as universidades, como os governos, custam mais do que valem, além de nos afastarem da vida real. Mas ele não está só nessa luta, outro empreendedor, Cameron Herold fala como o sistema de ensino é focado em nos treinar para escolher os bons empregos, como ser advogado ou médico, e nos faz ver uma realidade limitada que, obviamente, não é para todos.

Lessig chama esse novo momento de “século de trocas“, onde mais (quase) ninguém tem a proteção e a segurança de grandes instituições e a liberdade de informação/criação faz com que todos sejam consumidores e produtores. Então nem é de se admirar que a maior parte das pessoas fique assustada diante de opiniões tão diferentes (que vamos chamar aqui de anarco-libertária) e ache que coisa boa não pode sair daí.

E é sobre esse medo das revoluções que começam no mundo digital e tomam conta de todos os âmbitos da nossa vida que fala o filme PressPausePlay.

Abaixo rola ver essa animação feita em cima do depoimento do Seth Godin para o filme. Nele Godin fala do processo de produção e lançamento do seu livro  Unleashing the Ideavirus, que defende que idéias free são disseminadas mais rápido. E como, partindo de uma idéia, ele alterou sua visão como autor e sobre a maneira de publicar livros. Além disso, ele fala que a troca com os leitores foi essencial.

Uma das grandes perguntas lançadas pelo filme é a grande pergunta de muitos de nós: será que essa universalização gera produtos melhores, afinal? Será que, de fato, um empreendedor vai fazer bonito se largar a faculdade e investir na sua idéia?

Eu acredito que todas as épocas tem todos os tipos de produção, boa ruim mediana, mas é em períodos de efervescência que todos somos incitados a pensar melhor, agir melhor, produzir melhor e ser mais criativos. E em todos os momentos de muita criatividade e revolução, as instituições devem ser repensadas (e elas tem sido), como nós nos repensamos, ou deixam de nos representar e de falar conosco. Mais ou menos como diz no PPP:

The teachers aren’t certified schools anymore — it’s web sites, discussion forums and a “learn by doing”-mentality. We see the children of a digital age, unspoiled or uneducated depending on who you ask. Collaboration over hierarchy, digital over analog — a change in the way we produce, distribute and consume creative works.

O filme tá por aí, quem foi ao SXSW viu. Mas ainda não chegou por aqui. Ao menos nos cinemas.

Mais trechos depois da curva.

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