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23 de novembro de 2011 por marimessias

Resgatando memórias

Anos atrás (2009, pra ser exata), li um texto da diretora da British Library sobre o potencial de perda da memória online. Lá ela exemplificava muito bem, falando de sites de presidentes e de eventos que simplesmente deixaram de existir quando deixaram de ser atualidade.

Para ela isso representava uma possibilidade muito perigosa: a de criar um blackhole histórico, onde deixaremos de ter como consultar fontes originais, já que elas simplesmente sumiram.

Quem diria que, 3 anos depois, várias iniciativas online teriam como foco principal resgatar a história, numa espécie de luta pela preservação da memória nos ambientes ultratecnológicos, rápidos e imediatos em que vivemos.

É o caso do aplicativo 1000 Memories, onde as pessoas compartilham fotos antigas (especialmente daquelas que ainda eram em papel) e podem criar árvores genealógicas e memoriais através delas.

No caso de memórias arquitetônicas e artísticas, vários aplicativos já oferecem interação entre o passado e o presente. Um exemplo incrível é o do  StreetMuseum, do Museu de Londres. O aplicativo de iPhone usa a geolocalização (e está no nosso infográfico do tema) pra guiar os usuários para pontos históricos da cidade, onde apresenta dados e cria uma interação entre as imagens do acervo e as imagens locais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mesmo estilo, a cidade holandesa de Roterdã criou o aplicativo UAR, que oferece informações, imagens, material de arquivo, modelos 3D e filmes. A grande diferença é que ele se propõe a mostrar a cidade como ela foi, como ela poderia ter sido e como ela pode vir a ser.

Um site que também serve como uma espécie de banco de dados do passado, sobre o qual já falamos aqui, é o How to be a Retronaut, cheio de imagens incríveis e raras de outros tempos.

Várias marcas tem seguido a vibe vintagista, uma delas é a Volkswagen, que acaba de lançar uma campanha online comemorando os 35 anos do Golf GTI, onde dois engenheiros voltam ao passado com o novo modelo do carro. Quase a mesma vibe do tênis Nike do De Volta pro Futuro.

E já que estamos falando em marcas que mais que reviver o passado, criam uma intertextualidade entre passado e presente, sempre vale citar o Music.Box #15, cheio de bandas bem novinhas mas totalmente adeptas do vintagismo.

 

 

3 comentários para Resgatando memórias

  1. Pati disse:

    aqui http://www.internetarchaeology.org/index.htm tem uma proposta na mesma linha: resgatar os primórdios da tal INTERNÉTE desde os ~ longínquos e abissais ~ anos 90.

    • marimessias disse:

      muito legal. explorarei melhor, admito, mas fez sentir feito o http://www.archive.org/ (outro querido)

  2. Pati disse:

    excelentes possibilidades de apropriação pelas marcas. ótimo post ;)

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