Ponto e Vírgula Tops
25 de novembro de 2011 por marimessias

Cinco maiores gênios do crime

Hoje fazem exatos 40 anos do assalto cometido por DB Cooper, nunca solucionado. Aproveitando a vibe reunimos mentes criminosas que fizeram coisas inimagináveis, sem machucar ninguém e entraram pra história e pro imaginário popular dos seus países (e do mundo).

 

O mais skydiver: DB Cooper

Exatos 40 anos atrás Dan Cooper, ou DB Cooper, sequestrou um avião, extorquiu uma grana e pulou rumo ao desconhecido. Desconhecido mesmo. Até hoje não se sabe se ele sobreviveu ou não. Aliás, até hoje sequer se sabe quem ele era.

Anos depois o FBI chegou a encontrar uma parte do dinheiro roubado, mas o caso nunca foi adiante.

Mas o mais incrível desse assalto não é que ele não tenha feito vítimas ou que ele tenha precisado de técnicas malucas para pular daquela altura, naquele clima e velocidade. O mais incrível é que ele entrou para o imaginário cultural americano e se tornou uma espécie de lenda nacional.

Tanto é, que até hoje o FBI investiga o caso e muitas pessoas ainda aparecem dizendo serem parentes ou conhecerem o Dan Cooper.

Mas mais que isso, existe um ‘Cooper Day’, onde rolam festas e celebrações relacionadas ao, bom, ao Dan Cooper que ninguém sabe quem é. Fora isso, músicas, especiais e séries de TV e 17 livros.

A última revelação relacionada ao crime (foi divulgada hoje) é uma história em quadrinhos 60′s onde um Dan Cooper pula de paraquedas. A história estava escrita em francês, mas segundo as testemunhas, Cooper não tinha sotaque, só um linguajar pouco comum. E isso tudo fez as autoridades acreditarem que ele não só se inspirou na HQ, como era canadense.

Tem gente dizendo que agora vai.

 

O mais inacreditável: Albert Spaggiari

Mais que ficar conhecido como autor do maior roubo do século passado, o francês Spaggiar criou uma maneira tão increditável de realizar esse assalto ao banco Société Générale de Nice, que parece filme do George Clooney.

Reza a lenda que primeiro ele foi procurar a Máfia, explicando seu plano e pedindo auxílio. Como eles não demonstrarm interesse, Albertão resolveu criar sua própria máfia de especialistas.

A idéia era genial de tão simples, como diria o Dieter Rams. O Spaggiari tomou conhecimento que esgotos passavam abaixo do cofre-forte ultra protegido do banco, então ele e sua trupe passaram dias cavando e, nas comemorações da Bastilha, adentraram no cofre, armaram um piquenique com vinhos e patês, escolheram calmamente o que mais valia a pena levar e de brinde deixaram os restos do piquenique, fotos de gente rica e poderosa em situações comprometedores (que encontraram nos cofres) coladas pela parede e picharam seu motto: sans armes, ni haine, ni violence (sem armas, nem ódio, nem violência).

Certamente eles sairiam impunes, mas Albert era casado com uma dona muito insegura que, com o sumiço do marido, ligou pra polícia. Os sábios do CSI juntaram os pontos e prenderam ele.

O julgamento seria um filme extra. Contam os estudiosos que Spaggiari começou a falar coisas randômicas, como se fosse louco, todos estavam tão compadecidos que quando ele se aproximou da janela, acharam que ia se matar. Mas ele tomou impulso, pulou, caiu em um carro, escorregou pra uma moto, pegou carona e nunca mais foi encontrado.

Dizem que ele fugiu e foi morar na Argentina (eternamente casado com a dona que o denunciou involuntariamente pra polícia), mas voltou várias vezes pra França, onde todos fizeram vista grossa, já que ele tinha se tornado um tipo de ídolo bizarro.

Uns tempos atrás vi um documentário sobre os maiores assalto a banco na America Latina e, veja você, no Uruguai rolou um crime exatamente igual. Sabe lá, makes you wonder.

Sobre o caso lançaram vários filmes e livros, o mais recente é o filme Sans arme, ni haine, ni violence (The Easy Way, em inglês).

Já que estamos falando em criminosos franceses e filmes, um que realmente vale a pena ver é o filme (em dois TOMOS) Inimigo Público Número Um sobre a vida de Jacques Mesrine (fora, claro, Papillon, com Louis Degas, meu personagem favorito do mundo)

O mais politizado: Enric Duran

Enric Duran é um catalão que ficou anos estudando maneiras de realizar seu crime. De 2006 até 2008, ele pegou 68 empréstimos pessoais em bancos, totalizando 492,000 euros.

Depois disso ele publicou um jornalzinho chamado Crisis, com um manifesto que atendia pelo singelo nome de: “Eu roubei 492,000 euros de quem mais nos rouba para denunciar eles e construir algumas alternativas viáveis pra sociedades”

No manifesto ele explica que pegou mesmo, não vai pagar e que com isso pretendia  chamar a atenção pro sistema financeiro bizarro que vivemos, onde é impossível pra maior parte das pessoas conseguir essa soma de dinheiro e, mesmo assim, os empréstimos estão aí, super facilitados e tributados. Longe de ser só uma crítica, no próprio texto ele oferece um monte de possibilidades de agir diferente, se engajando e viabilizando uma construção alternativa ao consumo compulsivo.

Na mesma publicação ele também explica que gastou uma parte do dinheiro imprimindo o Crisi e o resto doou para instituições que buscam alternativas, mas que não citaria nomes para não causar problemas.

Ocorre que o Enric não poderia ser preso por isso, mas acabou preso por umas fraudes de identidade. Ao que tudo indica, ele já está solto de novo (ta postando no seu blog, né), mas não sem antes virar o herói da juventude espanhola, que o conhece como Robin Banks (sacou? ahn? ahn?).

O mais popular: Marcelo Nascimento da Rocha

Normalmente eu acho que os criminosos mais escrotos são os que praticam golpes com pessoas, mas nesse caso tenho que abrir uma excessão e dizer que o Marcelo Nascimento trollou uma nação. Não uma, mas umas 10 vezes.

Não acredito que ele tenha nenhum tipo de consciência disso, mas ele acabou revelando o fetiche social que muitas vezes se nutre, a despeito de qualquer conhecimento ou apreço prévio por algo, só porque a pessoa tem dinheiro. Ou status. Ou ambos.

Mentiroso compulsivo, o Marcelo se fez passar por guitarrista dos Engenheiros do Havai (tem bom gosto, ein ô), filho do dono da Gol, campeão de Jiu Jitsu, líder do PCC (!), olheiro da seleção e, bom, por aí vai.

Ele está preso, mas nem por isso deixou de virar filme, documentário, livro e matéria em tudo que é lugar.

E se tu estiver na vibe brasileira, vale lembrar que acabou se sair o filme Assalto ao Banco Central, sobre o roubo em Fortaleza. Além do filme, o caso também foi pai de dois livros.

 O mais galã: Sean Parker


O GURI dessa foto aprendeu a programar num Atari 800, largou o colégio e, aos 15 anos começou a criar um projeto que mudou o mudo que vivemos.

É, ele é um maluco que acha que é Deus, mas imagine um mundo sem filesharing e pense se ele está tão errado assim.

De toda forma, em 1999 Sean Parker criou, com um amigo, o Napster, um programa de troca de mp3 em P2P. O programa nunca crasheou, mesmo que, no seu auge, tenha tido 25 milhões de usuários com mais de 80 milhões de músicas.

O problema todo começou quando o Metallica descobriu que uma música sua, ainda não lançada, estava circulando por lá. E isso alertou a indústria da música como um todo para o fato de que eles estavam sendo roubados.

E, bom, processo depois de processo e o Napster já era.

Mas não seja por isso, né, com uma fortuna estimada em mais de 2 bilhões, o Sean Parker é descolé e mudou o mundo pelo menos três vezes. E no cinema foi vivido pelo Justin Timberlake. Se tem alguém que ta bringin nerdy back, é ele.

12 comentários para Cinco maiores gênios do crime

  1. Pi disse:

    PORRA, Sean Parker mil vezes mais galã que o Justin Timberlake u.u
    (era só isso que eu tinha a dizer, obrigada)

    • marimessias disse:

      po, mas ele é ruivo. hahahaha. piada

  2. Pi disse:

    “Mas ele tomou impulso, pulou, caiu em um carro, escorregou pra uma moto, pegou carona e nunca mais foi encontrado” – Eu sabia que Chuck Norris era uma identidade secreta de algum bandido procurado mundialmente.

    • marimessias disse:

      Ou vice-versa. Hahaha

  3. Paulo Fernandes disse:

    Mandou bem, hermana ;***

    • marimessias disse:

      danke, brodinho ;*

  4. Juliana disse:

    mari, demais esse post! como sempre.
    beijo

    • marimessias disse:

      que gentil, obrigada \o/

  5. Nico disse:

    Mari, incrível esse post! :)
    Adorei!

    • marimessias disse:

      Valeu, Nicov. Aceitamos sugestões de tópicos futuros aqui. Hahhahaha.

  6. fabio disse:

    D B COOPER E O MELHOR E MAIS INTELIGENTE.
    E UM SEGREDO QUE JAMAIS VAI SER DESVENDADO.

    • marimessias disse:

      tu é o DB Cooper, é isso? Hahahaha

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>