Arte
08 de dezembro de 2011 por Vinicius Perez

Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente

Me amarro no Lourenço Mutarelli. Para a decepção da galerinha de cachecol e armação grossa, conheci do jeito mais mainstream possível, assistindo O Cheiro do Ralo, a adaptação do Heitor Dhalia, para o livro de mesmo título do Lourenço (que, aliás, ele escreveu inteiro em um feriadão de carnaval [!!!]). A história do comerciante de antiguidades que se apaixona por uma bunda me fez ir atrás do resto dos livros, o divertidão Jesus Kid ao O Natimorto. Os caras do Omelete bateram um papo e dá pra entender melhor o sujeito:

Por mais pesadas que sejam as passagens desses livros, nada me preparou pra conhecer a obra em quadrinhos dele. O “Transubstanciação” é, como dizem os críticos, pesado, mas o “Desgraçados” é uma doença de ficar chorando em posição fetal embaixo do chuveiro, brincando com um fio desencapado. Recomendo começar pelo O Dobro do Cinco, trilogia em quatro partes do detetive Diomedes.

Toda essa rasgação de seda para falar que, depois de vários livros sem desenhinho, Mutarelli voltou aos gibis. Anteontem saiu Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente,  um desenho por página (formato que lembrou o primeiro gibi do Drew Weng, o Set at Sea), coloridão. A história com toque de fantasia  e feita toda com tinta acrílica parece ser o presente ideal para a família (qualquer uma, não necessariamente a Manson).

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