Comportamento Comunicação
28 de junho de 2012 por marimessias

Oreo Arco-Íris

Nesse domingo a Oreo postou essa imagem aí de cima na sua página de Facebook, com a seguinte legenda: Proudly support love!

O post foi visto como claro apoio ao direito universal ao amor. E isso, obviamente, fez homofóbicos darem gritinhos e prometerem boicotar a empresa (boa sorte com isso). Mas, como tudo tem dois lados, essa iniciativa também fez surgir uma campanha para que o biscoito conceitual vire um biscoito real (ia ser foda, ein Seu Oreo).

E mais: ajudou a manter vivo o debate sobre o casamento civil igualitário.

Ninguém sabe bem qual a referência direta da data escolhida, porém. Alguns dizem que é o famoso Gay Pride de São Francisco. Outros acham que tem relação com as revoltas do Stonewall, ocorridas exatos 43 anos atrás, em 28 de junho de 1969 e conhecidas como um grande marco na luta pelos direitos LGBT e contra a homofobia.

http://youtu.be/gAsk9TKWsZ4

O Stonewall era um bar gay em Nova Iorque onde os frequentadores se cansaram dos abusos policias e se rebelaram. As revoltas duraram vários dias e foram bastante violentas,  mas foram muito importantes e exatamente um ano depois rolou a primeira marcha do Orgulho Gay do mundo. Em Nova Iorque.

De toda maneira, o que é claro é que a Oreo mandou benzão, esperamos sinceramente que outras marcas sigam a iniciativa e, bora dar o like merecido.

3 comentários para Oreo Arco-Íris

  1. Yusanã disse:

    Eu achei fantástico que alguns sites de notícia publicaram matéria a respeito da reação homofóbica que a imagem causou… e foram inundados de comentários homofóbicos.

    No mais, lindo biscoito.

  2. OhYes disse:

    Ah é mesmo. Bem bacana todo esse oba oba em torno dos direitos de uns e direitos de outros. Só que o que acontece em geral é o seguinte . As pessoas não têm aquela privilegiada visão da janelinha do avião. Ou seja, they don’t see the whole picture.

    Vamos combinar — todo mundo tem direitos. Mas ninguém tem o direito de abusar da sua posição. Ninguém tem o direito de alardear sua bichice ou sua viadice ou sua homossexualidade (escolha o termo que preferir) de maneira a incomodar o vizinho.

    Gays querem respeito. Blz. E o resto do mundo também .

    E ainda existe aquela velha frase. Sua liberdade termina onde começa a do outro.

    Hoje o que mais existe por aí é aquela figura meio caricaturizada do gay. Nas novelas (que veiculo tosco esse, hem) , em algumas publicações, nos meios de comunicação em geral. E tam´bem na vida real. Quando vc tromba com um fashion designer ou um maquiador ou um artista que se acha e pensa que é mais que todo mundo só porque vai pra cama com outro cara do mesmo sexo. Existem gays e gays. Estou falando daquela parcela de homos que fala alto demais, se abana demais, ri demais, pensa que brilha mais que o sol.

    Como tudo aquilo que é over, os gays com esse perfil são mais que um porre. Ninguém tem saco pra isso. Como um cara mal educado do seu lado. Como aquele que fala alto demais no celular. São figuras que são sempre incovenientes. Mas nem todo mundo tem atitude pra mandar eles se tocarem.

    Então, como dito acime, seria muito legal, ao invès de simplesmente apoiar um grupo dessa maneira tão genérica, dar suporte àquelas pessoas que são como todo mundo. Só que por acaso preferem beijar e ir pra cama com outra do mesmo sexo. Esses sim merecem atençao e apoio. Não a maioria estilo pavão corneteiro como se vê a toda hora por ai.

    Homofobia é uma coisa. Criticar uma tribo dentro de uma tribo maior é outra coisa.

    Discernimento é tudo. Ir no embalo dos movimentos pró-isso ou pró-aquilo porque isso é ser moderno é pura babaquice. E falta de neurônios também.

    • marimessias disse:

      Desculpe, acredito que mesmo as pessoas cuja personalidade ou o timbre de voz me irritam tem direito a existir. E amar. E ser respeitadas.
      É como diria o poeta, né: “se você examinar mais de perto, verá que há
      um conjunto de condições ocultas, que revela que o indivíduo só é tolerado na medida
      em que se assemelhe a todos os outros — o discurso determina o que deve ser tolerado.
      Portanto, na realidade, a cultura atual da tolerância subsiste por meio de uma
      intolerância radical a qualquer Alteridade verdadeira, a qualquer ameaça real às
      convenções existentes”
      Alteridade faz bem.

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