Ponto Entrevista
17 de outubro de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: Alexey Dodsworth Magnavita

Conheci Alexey faz uns 15 anos e ele já era um astrólogo famoso, mesmo isso tendo sido muito antes do Personare, um dos maiores sites astrológicos na América Latina, onde ele é colaborador.

Mas, acredite, essa é só uma das muitas facetas desse sujeito foda.

Alexey também é integrante da MENSA, aquela organização de superdotados, aka, gente com QI altíssimo. Graduado em filosofia, está fazendo um mestrado com foco em astrologia como um instrumento de diagnostico na idade clássica, na mesma área.

Cansou? Pois saiba que ele também é aluno da graduação em Astronomia da USP, além de ter participado da Astrobiology Summer School, vinculada a NASA, em 2011 e 2012.

Pra quem acha que é o suficiente, ninguém faz tanto assim, é bom avisar que Alexey está lançando seu livro Os seis caminhos do amor que, segundo ele: “mescla filosofia, psicologia e astrologia em torno do tema”.

Agora deu? Ainda não: Alexey é uma das pessoas mais doces e inteligentes que eu conheci nessa vida.

Depois dessa introdução não é de se estranhar que, enquanto planejavamos nossa semana especial, eu só conseguisse pensar como seria FODA falar com ele.

Então apertem os cintos e bora viajar por todos os prismas do espaço com essa mente brilhante.

O que nos atrai tanto no espaço é o fato de ele ser sublime. Uso esta palavra de propósito, pois me aproprio da tese kantiana: eu nunca poderia dizer que o espaço é apenas “belo”. “Belo” é um adjetivo que atribuímos ao que satisfaz os critérios de harmonia e equilíbrio de nossa mente humana. E o espaço cósmico é muito, muito maior que isso.

PE – Tu é um dos astrologos mais conhecidos do país e um estudante de astronomia. Quando conversamos sobre a entrevista, os rumos a tomar, tu comentou que a astrologia faz parte da história da astronomia. Como esses dois campos se entrelaçam na história do mundo e na tua história?

ADM - Primeiro, vamos falar da história do mundo: astrologia e astronomia foram basicamente a mesma coisa por muitos e muitos séculos, e quem trabalhasse com uma coisa, trabalharia com a outra. A separação total entre uma coisa e outra fez com que a astrologia preservasse um caráter divinatório, ou mesmo de atribuição de significados aos movimentos celestes, enquanto a astronomia se ocupa apenas da física dos planetas. Alguns dizem que a astrologia era uma espécie de pré-psicologia, mas eu acho que ela era uma espécie de pré-genética: os astrólogos buscavam realizar diagnósticos que eram muito mais físicos do que psicológicos, a partir das posições celestes. Vale lembrar que a astrologia foi um conhecimento que fez parte do saber médico – é só olhar as obras de Firmicus Maternus e de Ptolomeu para verificarmos isso.

Hoje em dia, uma coisa não tem nada a ver com a outra, a não ser em termos de objeto de estudo. A astrologia não é uma ciência no sentido contemporâneo dado a este termo, mas é um saber tradicional da história da humanidade, e eu diria que é um patrimônio imaterial da humanidade. Não compartilho da perspectiva de alguns céticos, que tentam reduzi-la a um “engodo” ou “superstição primitiva”, embora concorde que seja possível fazer muita bobagem com este assunto. Neste sentido, fecho com Feyerabend: ainda que a astrologia não seja uma ciência, nem tudo tem de sê-lo. Há espaço no mundo para conhecimentos científicos e para o pensamento mágico, simbólico. Não defendo a astrologia como ciência ou como pseudociência, e sim como um corpo de conhecimento muito bem estruturado, um jogo, uma linguagem capaz de nos fazer pensar sobre nós mesmos, uma linguagem que conta histórias.

Um astrônomo não precisa conhecer astrologia, a não ser como curiosidade histórica, mas um astrólogo precisa conhecer astronomia, pois seus cálculos demandam conhecimento de mecânica celeste básica (muito embora a maioria dos astrólogos contemporâneos – desconfio – se valha de softwares e não conheça os princípios de mecânica celeste, o que é uma pena).

Falando sobre isso na minha vida, a coisa toda é muito engraçada. Eu, quando tinha dez anos de idade, queria ser astrônomo. Era fã da série “Cosmos”, de Carl Sagan, e tive certeza de que era com aquilo que eu queria trabalhar. Saí procurando livros de astronomia, revistas sobre o assunto, mas tudo o que eu encontrava nas bancas e livrarias (lembre-se: eram os anos 80) eram livros e revistas sobre astrologia. Eu não tinha muita idade para saber distinguir uma coisa da outra. Admito que achei estranho, quando comecei a ler todo aquele material astrológico, pois nada daquilo parecia ser o que Sagan dizia na TV. Mas falava de planetas e ensinava a fazer uns cálculos interessantes. Aprendi a fazer mapa astral e, com 14 anos, adultos me procuravam para que eu falasse de seus mapas astrais. A coisa “pegou” tão rápido que, quando eu me dei conta, havia filas para fazer mapa astral comigo, e eu dava aulas sobre o assunto com menos de 16 anos. Carl Sagan, acredito, daria uma boa gargalhada se soubesse disso – ele era bem humorado e tinha fino senso de ironia. Ele riria não por aprovar o caminho que tomei, pois certamente não aprovaria, mas por eu ser a prova viva de uma realidade daquela época: era muito mais fácil encontrar literatura sobre esoterismo do que sobre ciência. Quer dizer: você tem uma criança, um pré-adolescente com alta curiosidade científica, curiosidade tamanha que faz com que ele gaste toda sua mesada com revistas e livros, mas tudo o que ela encontrava, por mais que tentasse, não era a ciência oficial. O esoterismo fazia muito mais sucesso no mercado editorial. A situação mudou muito dos anos 90 pra cá. Mas, para ser bem sincero, eu gostei de ter começado a vida como astrólogo. Eu sou muito cético, e acho que teria desenvolvido uma perspectiva árida da vida se não tivesse me iniciado como um “esotérico”. Ter participado de um mundo tão oposto ao da ciência oficial me fez apreciar a pluralidade dos saberes, sejam eles científicos ou não. E este lance da astrologia é algo que faz parte da minha história, jamais a negarei. Nem se eu quisesse eu conseguiria. Há textos astrológicos de minha autoria em sites especializados, eu sou o autor de todo aquele material, não posso negar isso e nem tenho porque negar.

Quando finalmente consegui realizar o sonho de estudar astronomia, inicialmente tive um pouco de receio, achei que fosse sofrer preconceito no meio acadêmico. Pensei: mas que merda, eu deveria ter usado um nome místico no passado, algo como Rama, Uber-Krishna, Merlin etc, assim meu nome real se descolaria da “atividade obscura” (risos). Só que, na real, nunca sofri preconceito no meio acadêmico por isso – em geral, quando sabem da minha história, os acadêmicos adoram, morrem de rir, porque convenhamos: é irônico. E descobri que alguns astrônomos brasileiros começaram a vida também como astrólogos (e vários continuam curtindo astrologia). O lance, na real, é o seguinte: eu não misturo as coisas. Astronomia é astronomia, astrologia é astrologia. Não estou no curso de astronomia para “validar cientificamente a astrologia”, para decepção de muitos místicos. O espaço da astrologia em minha vida é forte e real, mas é o espaço de um saber paralelo, de um corpo de conhecimento que instiga a vida do mito.

Os que curtem astrologia reclamam que eu falo pouco sobre o assunto hoje em dia. Não é verdade. Eu não falo muito sobre o assunto em redes sociais, porque sempre que tento as pessoas convertem tudo para si. Elas querem que eu fale delas, que eu faça comentariozinhos bonitinhos sobre seus mapinhas astraizinhos. Elas querem um astrólogo virtual de graça e eternamente disponível. Mas eu atualmente mal tenho tempo para fazer mapa astral nem que me paguem, quanto mais de graça! Estou concluindo uma dissertação de mestrado em Filosofia que fala muito da astrologia como instrumento de diagnóstico no início da Era Cristã, e terminei um livro que usa muito a astrologia como recurso simbólico para entender as relações humanas (“Os Seis Caminhos do Amor”, a lançar no fim do ano).

Hoje em dia, me interessa estudar o que eu não domino ainda: astronomia. Admito que me empolga muito mais estudar química extraterrestre do que discutir se fulano é mais extrovertido ou introvertido. Estudar física estelar me encanta mais do que fazer mapa astral de subcelebridade pra sair na mídia.

Hoje em dia, me interessa estudar o que eu não domino ainda: astronomia. Admito que me empolga muito mais estudar química extraterrestre do que discutir se fulano é mais extrovertido ou introvertido. Estudar física estelar me encanta mais do que fazer mapa astral de subcelebridade pra sair na mídia.

PE - O que tanto nos atrai no espaço? Ele pode nos dar alguma resposta (ou só mais perguntas)?

ADM -Eu acho que o espaço é tão, mas tão vasto, que ele pode nos dar respostas e novas perguntas pelo menos nos próximos milhões de anos (risos). É claro que as perguntas mudam de época para época. Dois mil anos atrás, a pergunta que fazíamos ao espaço era algo do tipo “esta estrela é maléfica para o gado?”, ou “a lavoura vicejará?”. Atualmente, perguntamo-nos se há vida fora da Terra. Mas há pelo menos uma coisa que nos une aos nossos ancestrais: a apreciação do sublime. Eu acho que o que nos atrai tanto no espaço é o fato de ele ser sublime. Uso esta palavra de propósito, pois me aproprio da tese kantiana: eu nunca poderia dizer que o espaço é apenas “belo”. “Belo” é um adjetivo que atribuímos ao que satisfaz os critérios de harmonia e equilíbrio de nossa mente humana. E o espaço cósmico é muito, muito maior que isso. Sublime é o termo usado por Kant para tudo o que é desmedido, ilimitado, emocionante e assustador. Só dizemos que algo é belo quando podemos nos envolver sensorialmente com a coisa apreciada. Mas algo que exige distância pois pode nos destruir não é belo, é sublime. Um furacão é sublime, a explosão de um vulcão é sublime. E as estrelas, é claro, são sublimes. E se dois mil anos atrás víamos beleza porque não tínhamos muita noção do quão assustador e perigoso pode ser o Universo, creio que tínhamos a intuição de que o que a noite escura nos revelava não podia ser, de jeito nenhum, apenas “bonito”. O espaço nos atrai porque sua beleza é assustadora, evoca o mistério. E a humanidade adora mistérios.

PE - Qual o espaço dos astrônomos brasileiros no mundo?

ADM -No Brasil, um astrônomo pode trabalhar em observatórios ou, é claro, trabalhar com pesquisa. O campo é bom. No contexto internacional, um astrônomo só sobrevive se dominar bem o inglês. As possibilidades são extremamente amplas no que diz respeito a intercâmbios, pesquisas, possibilidades de atuação em outros lugares. Vários astrônomos brasileiros trabalham na NASA e na ESA (agência espacial europeia), ou em importantes observatórios internacionais. Astrônomos brasileiros (como por exemplo o professor Steiner) ajudaram a construir alguns dos maiores e mais importantes telescópios do mundo. É uma carreira em franco desenvolvimento, mas demanda mesmo que se fale inglês. A astronomia é uma ciência que dissolve fronteiras e demanda isso. Só se desenvolve bem quem interage com o colega que mora em outra latitude e longitude. E o Brasil já deu diversas contribuições importantes para a Astronomia. Foi uma brasileira, a Rosaly Lopes que, ao trabalhar no Projeto Galileu, descobriu 71 vulcões ativos na superfície de Io, um satélite do planeta Júpiter. Ela chegou a ganhar a Medalha Carl Sagan em 2005, assim como o prêmio “NASA Excepcional Service Awards”, em 2007. Foi um brasileiro, o Gustavo Porto de Mello, quem descobriu a primeira estrela gêmea do nosso Sol, nos anos 90. São grandes feitos científicos que a população de nosso país provavelmente não conhece.

PE - Uma das tuas linhas de pesquisa na Astronomia é astrobiologia, então dizai: eram os deuses astronautas?

ADM -Eu li este livro de Von Danikken quando tinha 14 anos, recomendado por uma freira (sim, pode rir). O reli novamente mais de quinze anos depois. O problema da tese de Danikken é que, em primeiro lugar, ele se pauta em elementos estéticos para sugerir a interferência alienígena em culturas antigas. O fato de uma divindade parecer – aos nossos olhos – um astronauta não significa que ela o seja. Observe que uma eventual civilização tão avançada que fosse capaz de singrar a colossal vastidão do espaço cósmico apenas para nos visitar muito provavelmente teria tecnologia suficiente para dispensar aquele visual retrô de astronauta dos anos 60 do século XX.

O outro ponto falho na tese dos deuses astronautas é que ela parte de um princípio que subestima completamente as civilizações antigas. Danikken (e seus partidários) acredita ser impossível que os antigos tenham construído pirâmides, organizado calendários ou desenvolvido uma ciência astronômica sem o auxílio de alienígenas. Mas isso é subestimar completamente a inteligência de nossos ancestrais. O grego Eratóstenes, nascido mais de duzentos anos antes de Cristo, conseguiu medir o diâmetro do planeta Terra com incrível precisão, dentre outros feitos. A humanidade é muito esperta desde antes de Cristo. Pensar neles como uns primitivos orientados por aliens me parece uma séria subestimação de nossa capacidade. Além de tudo o que digo, há dois outros pontos: 1. Não há evidência alguma de interferência extraterrestre em nosso passado; 2. A teoria de que somos auxiliados por “irmãos cósmicos” é algo que nós desejamos, mas temos que trabalhar com o mais verossímil, não com o mais desejável. Note: não estou dizendo que é impossível que tenhamos sido auxiliados por irmãos aliens avançadíssimos. Estou dizendo que não há evidências, e que isso é mais algo que nós desejamos do que algo que provavelmente tenha ocorrido. O que leva a outra questão: por que desejamos isso? Este desejo, para mim, soa como uma releitura da interferência angélica: algo em nós parece desejar um superpai protetor, e este superpai oras toma a forma de Deus, dos anjos, e em algumas pessoas toma a forma de alienígenas benignos. Esta projeção da salvação em coisas fora de nós me preocupa um pouco. Nós, isso sim, temos o potencial de sermos os deuses astronautas de outros planetas. Podemos vir a ser os deuses astronautas em Marte, por exemplo, ou em Titã (satélite de Saturno), ou em Europa (satélite de Júpiter), e fazer vicejar a vida por ali (ou cuidar da eventual já existente). Acho que sonhamos com nós mesmos no futuro. De bom grado, eu mudaria o título do livro de Danikken para “Seremos os deuses astronautas?”.

Acho que sonhamos com nós mesmos no futuro. De bom grado, eu mudaria o título do livro de Danikken para “Seremos os deuses astronautas?”.

PE - Quais as principais mudanças que podemos esperar no futuro dessa relação entre o homem e o espaço? Vão rolar cidades em Marte?

ADM -Bem, é fato que se a humanidade quiser sobreviver à futura extinção da Terra pelo Sol, teremos que partir para o espaço. Mas duvido muito que o que partirá da Terra será a “humanidade”, pelo menos no sentido biológico. Para sobrevivermos no espaço, teremos que nos adaptar, e isso envolverá transformações genéticas ou, no mínimo, a nossa capacidade de emular mini-biosferas terrestres fora da Terra. Temos tecnologia para iniciar bases civilizatórias em Marte, mas tais bases seriam como pequenos nichos de nosso mundo no planeta vermelho. A biologia terrestre não foi feita para sobreviver em Marte, a não ser que criemos pequenos espaços terrestres por lá. Mas há coisas bem complicadas. Temos, por exemplo, o problema da gravidade. Num lugar onde a gravidade é apenas um terço da do nosso mundo, teríamos diversos problemas de saúde, que passam por atrofia muscular, perda de massa óssea etc. Ou seja: ou inventamos um novo organismo humano para viver em Marte – o que esbarra em problemas éticos e dá pauta para muita discussão – ou usamos nossa tecnologia para compensar o ambiente marciano. Mas eu acredito que sim, iremos colonizar Marte no futuro. Já há até um projeto curioso sobre isso, de iniciativa privada, o “Mars One”.

E eu acho que sim, será a iniciativa privada que nos levará a Marte. Com o fim da guerra fria, a corrida espacial deixou de fazer sentido, porque o que animava a corrida espacial não era o amor pela ciência. Era a vaidade das nações.

Ainda num futuro próximo, empresas privadas poderão minerar asteroides. A mineração de asteroides abre um campo fascinante de possibilidades. Muitos elementos necessários para a indústria são encontrados nestes corpos extraterrestres. E temos que urgentemente criar um sistema de defesa contra eventuais colisões de corpos extraterrestres com nosso planeta. Quando Clarke descreve a destruição completa de Veneza por uma colisão com um corpo espacial em “Encontro com Rama”, ele não descreve nada de tão improvável. Acho que vacilamos neste ponto. Os governos esperam um desastre para poder agir. Só quando acontecer alguma desgraça grave é que iremos nos ocupar de um sistema de defesa eficiente? Complicado isso.

E tudo indica que conseguiremos, muito em breve, detectar mais e mais planetas similares ao nosso orbitando outras estrelas. Eu tenho um aplicativo para Iphone que sempre me avisa quando um novo exoplaneta (planeta fora do nosso Sistema Solar) é confirmado. Este aplicativo toda hora me manda mensagens, parece uma namorada ciumenta, mas na real ele está continuamente me informando sobre novos exoplanetas. No momento em que respondo à sua pergunta, são 820 planetas descobertos. Semana que vem, serão mais.

Foi um astrônomo brasileiro (Gustavo Porto de Mello) quem nos anos 90 descobriu que uma estrela de brilho irrisório na Constelação do Escorpião, a HR 6060, é uma gêmea perfeita do nosso Sol: mesma idade, coloração, temperatura etc. Achar isso é como uma agulha no palheiro. Se encontramos um similar do Sol, por que não um similar da Terra?

Esta, é claro, a visão otimista. Na visão pessimista, a despeito de termos conhecimento e tecnologia, usamos tudo isso para nos destruirmos antes de singrar o espaço. Bem, eu sou um otimista (risos).

Acredito que sim, iremos colonizar Marte no futuro (…) E eu acho que sim, será a iniciativa privada que nos levará a Marte. Com o fim da guerra fria, a corrida espacial deixou de fazer sentido, porque o que animava a corrida espacial não era o amor pela ciência. Era a vaidade das nações.

PE - Qual feito mais marcante na história da astronomia, pra ti?

ADM -Essa pergunta geralmente é respondida da forma mais óbvia: quando finalmente nos demos conta de que nem a Terra e nem o homem eram o centro do Universo. É claro que este é um feito altamente significativo, é uma verdadeira mudança de paradigma no sentido mais exemplar. Mas não é um feito que particularmente me espanta, pois já sabíamos disso desde a Grécia antiga, só que esta não foi a verdade que colou. Demorou séculos até que alguém (Copérnico) repetisse esta verdade científica de um jeito (e com o poder político certo) capaz de convencer.

Pra mim, o feito mais marcante na história da Astronomia foi justamente quando nos demos conta de que há muitos mais planetas fora de nosso sistema solar, orbitando outras estrelas, do que éramos capazes de imaginar. A antiga teoria dizia que estrelas com planetas em órbita eram casos raros. Atualmente, é mais provável que seja o contrário: a existência de planetas é uma regra, não uma exceção. E, dentro da pesquisa em astronomia extra-solar, temos a descoberta do Gustavo Porto de Mello, sobre a estrela gêmea do Sol. Isso pra mim é de uma fascinação sem precedentes. Se encontramos uma gêmea do Sol, por que não uma gêmea da Terra? E por que não criaturas minimamente similares a nós, em algum lugar desta imensidão do espaço? Um dia veremos isso.

A antiga teoria dizia que estrelas com planetas em órbita eram casos raros. Atualmente, é mais provável que seja o contrário: a existência de planetas é uma regra, não uma exceção.

 

3 comentários para Ponto Entrevista: Alexey Dodsworth Magnavita

  1. Desirée disse:

    Cara, que foda essa entrevista.

  2. Edmundo Cesar Alvim Puraca disse:

    Eu lí. Acho q ao estudarmos o céu começamos a ver a Terra de um outro modo.A terra é tão imensa, o Sol é tão poderoso e imenso.O sistema solar é tão imenso.Faz a gente sair de nosso pequeno mundo. :)

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