Eventos Música
21 de dezembro de 2012 por Desirée Marantes

Iceland Airwaves 2012 – parte II

Continuação do relato da Anita Giansante sobre o melhor festival do mundo

O festival começou no voo de Glasgow para Islândia, com playlists com boa parte das bandas que iriam tocar e o guia oficial sendo distribuído. O choque com a temperatura e vento é grande, mas logo acostuma. Se conseguir agendar um shuttle ou ônibus do aeroporto para a cidade vale muito a pena, pois ele é longe, e como já disse, o taxi sai bem caro. É legal também já trocar dinheiro no aeroporto, se tiver um smartphone baixar um aplicativo de conversão ajuda muito, pois a coversão de moeda é bem complexa (1000 isk são 16 reais).

Fizemos uma média de 7 shows por dia, o que é uma média boa. De manhã enquanto tomávamos café planejávamos o dia, já pensando onde iríamos comer (depois de ter esquecido desse detalhe no primeiro dia, o que quase sacrificou nosso lugar na frente do palco no show do FM Belfast), em muitos lugares onde os shows rolam tem comida, no Hressó por exemplo você consegue comer uma pizza ouvindo o show que está rolando lá fora, descobrimos Half Moon Run assim.

Os shows mais concorridos são: o maior do evento, esse ano foi Sigur Rós, e os que acontecem na igreja, então vale a pena chegar uma hora antes ou até antes para pegar um lugar bom. Agora o resto chegando cerca de 30 minutos é tranquilo, levando em consideração que duram entre uma hora e 40 minutos. É importante pontuar que se você gosta de shows menores, mais acústicos e sem tanto empurra empurra vale a pena ir para lá sem ingresso e curtir apenas os off-venue. O local principal dos shows é o Harpa, que é uma construção maravilhosa desenhada pela Henning Larsen Architects e o artista Olafur Eliasson.  As salas de show tem uma iluminação incrível e a construção é maravilhosa por dentro e por fora, o único problema é que realmente tem bem mais empurra empurra que nos outros lugares.

Todos perguntam “qual foi o melhor show?” a resposta óbvia é Sigur Rós, que foi mesmo um show incrível, mas agora quando lembro do festival o que vem na cabeça é por exemplo Solaris e Daughter na igreja com todos de cabeça baixa de fato curtindo a música, o show do Samaris no museu de arte, bater cabeça no show do HAM, o dia que um mini tufão passou pela cidade e todo mundo andava rindo pelas ruas brincando no vento, curtir o show do FM Belfast com o Olafur Arnalds atrás de nós, fechar a Faktory, chegar num lugar estar tocando uma música incrível e sair procurando no guia o nome da banda.

E no fim vale a pena viajar tanto para ver um festival de música? Bom, na minha opinião vale tanto que já comprei meu ingresso do ano que vem. A Islândia tem algo que faz você rever seus valores e a importância que você para certas coisas em sua vida, o festival foi bem mais que muita música boa, num lugar incrível cheio de pessoas queridas.

5 dicas do festival
- Comprar bebida no free-shop e andar com uma garrafinha, você economiza e dependendo da bebida ela te ajuda sentir menos frio.
- Sim lá é bem frio, mas levando casaco de neve, gorro, meia calça e luvas de frio é tranquilo.
- Ver bandas desconhecidas sem medo, aproveite o festival e a variedade musical que ele tem.
- Não ter vergonha de trocar uma ideia com o pessoal das bandas, sem dar uma de tiete é claro.
- Não queimar a largada, o festival é puxado, se você quer de fato aproveitar todos os dias não se acabe nos primeiros.

Algumas bandas islandesas que você deveria ir no show um dia.
Sigur Rós
FM Belfast
Samaris
Rokkurro
1860
HAM
Apparat Organ Quartet
For a Minor Reflection
Ben Frost e Daniel Bjarnason apresentando o projeto Solaris
Retro Stefson
Sóley
Of Monsters and Men
Olafur Arnalds

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2 comentários para Iceland Airwaves 2012 – parte II

  1. Lucas disse:

    Anita, que eu mal lhe pergunte, com quanta grana dá pra ir tranquilamente à Islândia?

    Sou um grande fã do país, sobre tudo da música (Sigur Rós/Jonsi, Ólafur, Múm, Amiina, Rökkuró, Sóley, Bang Gang, Valgeir Sigurðsson e por aí vai), e o meu sonho MÁXIMO é participar de um destes festivais “modestos”, apesar de extraordinários.

    • Anita Giansante disse:

      Oi Lucas,

      Então tudo depende de onde você ficar lá, se você bebe e se vai querer fazer passeio, pois são as coisas que você mais gasta fora passagem.

      Para viver num dia, ou seja contando comida, bebida e compra de um disco/vinyl/ camiseta eu diria que 100 reais por dia dá tranquilo, considerando que você gastaria cerca de 6.000 kr.

      Mesmo que gaste mais vale a pena fazer algum passeio lá é muito bonito e diferente de todo o resto, como a passagem não é barata o ideal é aproveitar que já está lá.

      Amanhã sai parte do line up desse ano, dá uma olhada para se programar que vale a pena. Qlqr outra dúvida só falar!

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