Comportamento
26 de março de 2013 por nina

O vazio em cada ‘Like’

No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira ‘cabeçudos’, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?

As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual – e nem sempre corresponde à realidade.

Tudo isso reflete traços profundos emocionais e psicológicos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.

Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.

Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.

Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o Facebook Demetricator: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade de ‘Likes’, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.

Mais do que canais e aplicativos, as mídias sociais são responsáveis por um novo comportamento social. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.

Neste domingo teve o encerramento do Mesa & Cadeira 8, cujo líder era o artista holandês Rafael Rozendaal. O propósito era investigar os conceitos de tempo e espaço na internet. Como resultado, foram criados três sites conceituais que traduzem muito do que falei aqui:

iwannabealone.com é uma rede anti-social: ironicamente, um site para ser acessado quando desejar ficar completamente sozinho. Claro, vale também tirar os olhos da tela por alguns minutos e caminhar.

inthewailtingline.com é um site que subverte o imediatismo e onipresença da nossa era, com conteúdos online que podem ser acessados por diversas pessoas ao mesmo tempo. Na página, você é obrigado a entrar em uma fila e esperar pacientemente pela sua vez para acessar o conteúdo.

Por fim, o feelthejoyofmissingout.com questiona nossa culpa e obrigação em sempre fazer algo “útil”.

É duro admitir, mas não é difícil nos enxergar nestes papéis. Eu mesma assumo que estarei aqui, aguardando ansiosamente cada ‘curtida’ e comentário deste post.

59 comentários para O vazio em cada ‘Like’

  1. andre disse:

    belo post! feel the joy of missing out /o/ .
    me fez lembrar da sheryl turkle que escreveu o Alone Together.
    O TED dela é muito inspirador – e preocupante.
    http://www.youtube.com/watch?v=MtLVCpZIiNs

    beijos e parabéns! =)

    • nina disse:

      Genial, André! Não tinha visto a palestra dela, achei demais. Muito inspirador. Lá da época do computador pessoal… olha que revolução. Como a tecnologia andou rápido de lá pra cá, não?

  2. Lena disse:

    Tudo fresco e tão cheio de sabedoria . Vida longa aos 18/24.
    ;)

    • nina disse:

      Que querida, Lena! Muito obrigada! 18/24 rule the World!

  3. Bruno disse:

    Dos três sites citados no final, o único que abriu foi o “Feel the Joy…”.

    • nina disse:

      Bruno, obrigada pelo toque!
      Acabei de corrigir os links, já estão funcionando! ;)

      • Bruno disse:

        :)

      • Marco disse:

        Aqui não abriu nenhum… =(

  4. Camila disse:

    Achei seu texto interessante, mas sempre quando leio algo sobre comportamento dos usuários, a busca pelo like, a necessidade de pertencimento, tudo isso me remete a uma pergunta. Será que o comportamento das pessoas (usuários) mudou mesmo com a vinda das redes sociais, ou apenas é um reflexo do comportamento padrão do homem (lê-se ser humano)? Não tenho nenhum estudou que embase meu questionamento, mas em minha humilde opinião, nada mudou, apenas amplificou alguns comportamento que sempre existiram. Nós sempre buscamos por aceitação, por pertencer a algo, por parecer mais do ser. Acredito que isso é inerente do próprio humano, é algo cultural, independente da localização, é até questão de sobrevivência, ainda mais em um mundo tão conectado, e nesta hora, não digo apenas internet, e sim, pessoas com oportunidades de conexões globais.
    Bom, de qualquer forma, boa reflexão!

    • nina disse:

      Camila, vou te dizer que concordo contigo.
      Minha irmã leu este post e ela, psicóloga formada, comentou justamente isso. Ela disse que o ser humano possui um inesgotável desespero porque sentimos que precisamos ser amados – e sabemos que isso é uma coisa complicada, já que nós temos dificuldade em amar. Então pedimos por algo que temos dificuldade de oferecer. E, quando essas pílulas de atenção vem fracionadas em ‘likes’, quantificadas, fica mais fácil.
      Acredito que as Mídias Sociais só colocaram uma lente de aumento em algo tão inerte ao ser humano.

      • Camila disse:

        Acredito que é isso mesmo, Nina!
        Um ponto bem legal do seu texto é a questão de quantificar, como você mencionou, é nisto em que as coisas mais se diferenciam.
        :)

        • MARIA CLAUDIA PIRES NASCIMENTO disse:

          CONCORDO INTEIRAMENTE.

      • É como ouvi algo outro dia: “Só tem opinião idiota no Twitter. O Twitter nos deixou idiotas.”.
        Idiotas sempre fomos, o Twitter só permite que isso seja mostrado em âmbito mundial e em tempo real.

    • Cristina disse:

      Concordo com vc Camila, temos necessidade de aceitação e auto afirmação o tempo todo, através de nossas roupas, comportamentos, turmas, músicas, filmes e tudo que nos rodeia e consumimos.

  5. Aelem Suzham disse:

    Simplesmente esclarecedor!! Uma das melhores coisas que li esse ano. Também acredito que o ser humano sempre teve isso dentro de sí e que as redes sociais só facilitaram e trouxeram a tona essas atitudes pedantes e narcisistas. Sentimos necessidade de aprovação e usamos a tecnologia a nosso dispor para ficarmos mais populares e mostrar cada detalhe da nossa vida “glamourosa”. E como já li por ai, o nosso problema é que comparamos os high lights da vida dos outros, com nossos piores momentos.

    • nina disse:

      Uau, Aalem! Fico lisonjeada com seu comentário!
      É, enquanto as mídias sociais podem nos ajudar em momentos de solidão, também pode nos por ainda mais para baixo por incitar essa comparação indevida com a vida alheia. Obrigada por adicionar!

  6. Nei Grando disse:

    Nina, parabéns pelo artigo! Expressa bem o que acontece com muitas pessoas nas redes. Por isso devemos divulgar conteúdo relevante, edificante e que realmente agregue algum valor a quem lê.

    • nina disse:

      Sim, concordo! Obrigada pelo carinho!

  7. Juliana disse:

    Concordo com o texto e concluo ainda que a definição maior (na minha opinião) é a incapacidade que o homem (ser humano) tem da saciedade. Não existe fonte dentro da natureza humana para a saciedade e sofremos os benefícios disso mas também os malefícios. Se não houvesse essa busca contínua de querer mais, seríamos ainda uma sociedade (ou uma população) em condições muito precárias em todos os aspectos inclusive no quesito “prazer” e não só tecnologia. Mas os malefícios também, onde as pessoas encontram-se sujeitas e adoecidas na alma (emoções) pela falta de entendimento da capacidade que tem de fazer escolhas e pelo desleixo que ela mesma produz vivendo uma corrida contra o tempo. E dessa maneira realmente não há tempo mesmo para qualquer tipo de filtragem. Tudo se absorve. E Deus, o Bem maior, o Dono do tempo, aquele que é Saciável e Suficiente não é buscado e o homem na sua escolha de vida “ignorante”, porque realmente é uma escolha, vive sendo consumido pelos malefícios que ele mesmo absorveu e “escolheu continuar” absorvendo.

    • nina disse:

      Juliana, que belo ponto!

      Isso me lembrou o estudo do filósofo e psicanalista Slavoj Zizek, que o André Oliveira trouxe semana passada para refletirmos. Ele comenta sobre o paradoxo do superego e como isso está relacionado ao capitalismo de hoje. Ele apresenta a Coca-Cola como o objeto máximo de desejo porque é uma bebida que não mata nossa sede, mas nos deixa com mais sede ainda. Quanto mais bebemos, mais sentimos vontade de beber. A tal incapacidade de saciedade, essa necessidade de satisfazer um prazer por muito tempo. Freud já sabia que, quanto mais você tenta obedecer o comando do superego, mais culpado você se sente.

      Não sei se foi muito louco essa associação, mas achei relevante. Vim pensando nisso desde que o André trouxe essa observação do Zizek.

      Obrigada pelo comentário!

  8. Filipe disse:

    Excelente crítica, Nina!

    Este foi, inclusive, um recorte da minha monografia com o tema “Mecanismos de Poder e Sedução da Mídia”.

    A quantificação, pois, prevalece nos perfis de cada indivíduo nas redes sociais por causa, até, da instabilidade das relações em sociedade. O isolamento e a privação são condicionantes da desproporção emocional humana.

  9. Adriana Santos disse:

    Acredito que muitos usuários saibam das consequências de suas publicações e likes. Vale saber até que ponto se deixam influenciar pelas atividades, sentimentos, prazeres e desprazeres que o Face proporciona.

    Excelente contribuição, parabéns!

    • nina disse:

      Obrigada pelo comentário, Adriana! Apesar de já observarmos as consequências das mídias sociais a curto prazo, imagino como seremos daqui a 20 anos… e também quais novidades a tecnologia proporcionará para fisgar essa nossa fraqueza tentadora.

  10. Helô Helena disse:

    Nina, seu texto é uma preciosidade. Particularmente acho que o Face é um grande balaio de gato. Tem de tudo, de solitários à exibicionistas. Da mesma forma que pessoas precisam exibir suas roupas de marcas, pertences luxuosos, casas e carros para amigos, parentes e inimigos, o Face permite que ela mostre o seu lado “intelectual, humano, lindo, descolado, preconceituoso”… Belo texto moça.

    • nina disse:

      Muito obrigada! Adorei a expressão ‘balaio de gato’, ahahaha! Mas é como eu disse, o Facebook, Fousquare e Instagram são como uma cauda de pavão virtual. É uma lente de aumento pro exibicionismo humano. Queremos ser protagonistas aos olhos dos outros. Obrigada novamente pelo carinho.

  11. Adriana Santos disse:

    Oi Nina!

    Os 3 sites, resultado do Mesa & Cadeira 8, estão fora do ar.

  12. Ana disse:

    Belo texto, Nina! Ultimamente tenho pensado bastante nas questões que você levantou. Me preocupo, as vezes, com o consumo e compartilhamento desenfreado de informações parciais e incompletas, sem cuidado nenhum com conteúdo. Como você falou, quantidade e não qualidade. Acredito que nós (seres humanos) sempre tivemos essa necessidade de aceitação, de pertencimento e, principalmente de comparação – acho até que isso vem do momento a long time ago em que passamos a conviver em sociedade -, a diferença é que nessa nossa era digital as coisas tomaram proporções titânicas, justamente pela facilidade de conexão global e pelo número de pessoas conectadas.

    “Somos a platéia de um palco que exibe atrações tão transitórias que não se deixam ser absorvidas, quiçá admiradas ou refutadas, e sobre nós rege um impulso, uma vontade (que se acredita) despretensiosa de fazer parte ou de ser alguém diante da enxurrada de informações sonoras e visuais que nos é apresentada, mesmo que através dela naveguemos quase que cegamente.”

    • nina disse:

      Obrigada, Ana!
      Sim, muuuuitas informações incompletas. Vou te confessar que eu fico nessa nóia de querer trazer o máximo de referências para as coisas que faço e escrevo com medo de fazer uma análise superficial. Estamos numa era muito mais imagética, de conteúdos a 140 caracteres. As pessoas tem preguiça de longos textos. E esse imediatismo da Internet nos faz muitas vezes compartilhar coisas que são falsas ou parciais.

      Adorei estas aspas! Obrigada por adicionar!

  13. Gabriel disse:

    É irônico ver que alguns dos meus contatos do Facebook que mais parecem sofrer dessa carência de atenção também compartilharam esse texto.
    Parabéns pela análise desse fenômeno, esse era um texto que realmente faltava.

    • nina disse:

      Este post é um tapa na cara de muita gente. Inclusive na minha. Porque ele fala sobre todo mundo que está nas redes sociais. Seja por ego ou por alívio da solidão, ficamos conectados full time para (aumentar e) aliviar a angústia.

      • MARIA CLAUDIA PIRES NASCIMENTO disse:

        Nada acontece por acaso. As pessoas tem necessidade de se sentirem amadas, valorizadas e essas curtidas podem ajudar a melhorar a auto-estima. Porque não?

  14. Francine disse:

    Por ESSE post vale a pena curtir! Muito bom!

  15. Denise Valduga disse:

    Mais um texto fantastico sobre os novos tempos. Parabens!

  16. Zaca disse:

    Tudo mega bom, giga bom, tera bom
    Tudo tudo mega bom, giga bom, tera bom

    Tudo mega bom, giga bom, tera bom
    Tudo tudo mega bom, giga bom, tera bom

    Uma alegria excelsa pra você
    No paraíso astral que começa
    Hehehe

    Música: Parabéns / Caetano Veloso

  17. ROG disse:

    Vai dizer que nao é a mesma coisa?

    Saca esse texto da Vice, http://www.vice.com/pt_br/read/como-bukowski-me-ensinou-a-nao-me-masturbar-no-meu-proprio-umbigo

    Bjos!

  18. Juliana Henn disse:

    É irônico ver que alguns dos meus contatos do Facebook que mais parecem sofrer dessa carência de atenção também compartilharam esse texto. [2]
    umas 3 pessoas do meus contatos compartilharam esse texto, sendo q elas se encaixam perfeitamente. rs! parece que querem se livrar da “culpa” compartilhando pra os outros. hipocrisia é fodz.

  19. Hendrix disse:

    Belíssimo texto, sensacional. Eu havia percebido esse fenômeno antes, por isso deletei meu facebook. Já tô há 1 ano e meio sem. Mas o interessante (e triste) é ver como a vida tá girando ao redor das redes sociais, as pessoas comentam, na vida real, sobre as coisas que acontecem nas redes, o que “deveria” ser o contrário, né… vai entender…

  20. Nico disse:

    nina, parabéns!
    acho que você tocou num ponto cada vez mais nevrálgico de nossas redes sociais. tem um cara que sou muito fanzão, o morozov, que fala justamente em sempre termos um olhar mais crítico para a internet e principalmente, para as redes sociais. ele chega em alguns artigos a deixar implícito um certo saudosismo com a velha internet, aquela moleque, zoeira, marota, que nos fazia percorrer sites e sites através de uma informação e agora se perdeu ao ficarmos restritos em aplicativos cada vez mais fechados. além do morozov, tem uns artigos que saíram sobre o narcisismo na utne de uns dois anos atrás, que era exclusivamente sobre essa cultura do eu.
    http://www.utne.com/Literature/Enough-About-You-Christopher-Lasch-Culture-Of-Narcissism.aspx
    http://www.utne.com/Science-Technology/Narcissism-Myth-Millennial-Generation-Pursuit-Of-Affirmation.aspx

    enfim, parabéns!

  21. Letícia Silveira disse:

    E tem também a questão da “moeda social”. Vc “curte para ser curtido”. Mas se é uma pessoa muito importante, ou no caso um influenciador sobre o assunto, o “valor” da curtida é maior, e esses valores são de fato medidos ou revertidos como na sua vida pessoal? Vc se torna um pop star das redes? OK, legal! Mas e aí, pra onde isso vai te levar?

  22. Letícia Silveira disse:

    E tem também a questão da “moeda social”. Vc “curte para ser curtido”. Mas se é uma pessoa muito importante, ou no caso um influenciador sobre o assunto, o “valor” da curtida é maior, e esses valores são de fato medidos ou revertidos como na sua vida pessoal? Vc se torna um pop star das redes? OK, legal! Mas e aí, pra onde isso vai te levar?
    Mto bom o post!

  23. Lucas de Oliveira disse:

    beeelo texto

  24. Marcos Barros disse:

    Você consegui explicar muito bem como realmente é a postura das pessoas nas redes socias, eu já havia percebido esse comportamento dos usuários á muito tempo, e sempre tentei me opor a esse tipo de postura “vitoriosa”, participei do projeto 100 dias sem face, voltei e percebi que as coisas só tendem a ficarem piores, bela matéria, Parabéns !

  25. Pedro Henrique disse:

    ótimo texto… o comportamento humano deve estar sendo estudado e manipulado através do face… e outras formas de comunicação… e ter consciência disso ja é muito bom…

  26. Themis T. disse:

    Eu amei a matéria e inclusive instalei o Facebook Demetricator!

  27. Antonio Carlos disse:

    Muito legal o texto, nina. Por sinal, conheci o site através de um post no facebook ;)

    Abraço.

  28. marcosfajardo disse:

    quero meus 5mim de vida de volta….

  29. Anderson frança disse:

    Ha um bom tempo ja é assim pessoas que antes e reuniam pra jogar conversa fora tipo de 15:00 as 22:00 e andava pra tudo que é lugar fazendo amizade em tudo que é lugar depois toda essa gente se reunia no mesmo lugar pra passar as madrugadas hoje se reúnem no chat virtual é complicado no passado as pessoas lutavam por liberdade mas hoje é irônico as pessoas são presas a uma maquina e acham isso fascinante falo isso e é até um pouco de hipocrisia por que eu adoro as maquinas e esse mundo cibernético, porem é preciso cuidado se as maquinas substituírem o trabalho humano vamos ter uma geração de preguiçosos,gordos um do lado do outro mas ninguém se vê por que não precisam sair do lugar pra ter o que querem,como no filme Wall e

  30. Talita A. M. Ribeiro disse:

    Nina querida, eu tinha uma amiga americana que todo dezembro mandava para seus amigos uma carta-relatório de tudo de bom que tinha acontecido à sua família durante o ano. Um dia uma pessoa me disse: “essas cartas são uma hipocrisia, parece que a vida dessas pessoas é perfeita – quando na verdade não é”… Daí eu pensei que, certamente, a pessoa pinça os bons acontecimentos pra poder elaborar sua carta. Essa é a prática da gratidão – enxergar, numa vida de altos e baixos, o lado bom das coisas… Pra mim o Face é assim também. Gosto de contar que o meu netinho vai nascer, que meu marido e eu fizemos 42 anos de casados, gosto de mostrar as lindas fotos que ele tira, os bordados que eu faço… E gosto quando as pessoas que têm valor pra mim se manifestam. Adoro ver minhas filhas, minha neta, meus sobrinhos, genro, irmãs se manifestando – sempre com a sua carinha sorridente, como se realmente estivessem presentes naquele momento. Também vou fazer comentários relevantes nas suas páginas. Sou importante pre eles e eles pra mim. Então, acho que quem vai para o Face é por causa disso mesmo. Está completamente previsto num site de relacionamento – assim como se espera que um amigo venha ao seu aniversário, traga um presente, diga que você está bonita, que a sua casa é legal… A necessidade de pertencimento está em toda parte. Agora, justiça seja feita, você escreve muito bem, há pessoas que exageram no exibicionismo, sim, e eu respeito seu ponto de vista. Quis só mostrar que pode ser importante e bom, se for bem dosado. Beijinhos pra você!

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  36. Andre disse:

    Interessante, mas acho que eh apenas um reflexo de um comportamento ja existente, não?!
    As redes apenas facilitaram e agilizaram isso, peace

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