Games
08 de abril de 2013 por marimessias

A revolução televisionada

Com propostas bem diferentes das atuais, dois novos consoles prometem balançar o mundo dos games (e do trio de gigantes Microsoft, Sony e Nintendo).

O primeiro, OUYA, foi financiado pelo Kickstarter e só estará disponível nas lojas em Junho. Mas quem pagou pra ver pronto, no site, já está recebendo o seu. O grande lance do OUYA é que ele é totalmente aberto, atendendo a um público de gamers cada vez maior (e quase completamente esquecido).

Por ser totalmente aberto (ele roda em Android), o OUYA permite que qualquer pessoa possa produzir conteúdo, que tu possa hackear e personalizar teu próprio console e, inclusive, se tu quiser mudar as cores/design, eles disponibilizaram o blueprint para impressoras 3D.

Um dos problemas atuais desse queridão é que ele é mais próximo de um smartphone do que de um videogame como conhecemos. Segundo o The Verge, ainda que rode todos os jogos de Android, a maioria é feita para jogar na tela do smartphone. E ninguém quer ficar jogando Angry Birds na TV, né.

Claro, com esse tipo de abertura, podemos também ser positivos e esperar uma avalanche de games indie queridíssimos. E foi isso que eu escolhi fazer. Heheheh.

Outra coisa bem direta é o controle, que não usa o já clássico A, B, X, Y (no lugar rola um OUYA, onde o A vira o B e já posso ver todo mundo saindo do jogo quando queria pular).

O console, que custará APENAS U$99, foi criado pela Julie Uhrman (IGN)  e tem design do Yves Béhar.

O segundo, que ficou conhecido pela alcunha de caixinha do Steam (ou Steam Box, pros americanizados), atende agora pelo nome de Piston.

http://youtu.be/NmlvB25EnK0

O anúncio de que a caixinha não tem mais nenhuma relação com a Valve, que pagou pelas fases iniciais de desenvolvimento, frustrou muita gente. O que rola é que estamos acostumados a esperar grandes inovações da Valve, mas esquecemos de pensar que esse rompimento vai ter muitos pontos positivos. Um deles é que ela rodara outros serviços de games, como Origin e Gaikai (ou seja, mais aberta e universal no seu conteúdo).

Alias, fontes secretas dizem que a Valve estaria desenvolvendo seu próprio Steam Box. É esperar pra ver.

Claro, pelo preço (U$999) vai ter gente preferindo continuar com sua Steam Box caseira, (que é basicamente ligar o PC na TV). Mas, além desse tipo de configuração ser restrito ao pessoal mais fanático, a caixinha não foge da ideia de console, que é ter um computador foda só dedicado aos games. E agrega mais alguns valores, como portabilidade.

Pelo milhão de entradas na parte traseira do console, notamos que, obviamente a caixinha pode ser usada como um “centro de entretenimento”. Mas quem precisaria de mais entretenimento que jogos com gráficos foda saindo de uma caixa minúscula? Ai vocês, ein.

De toda forma, além de serem visualmente muito similares, quase minimalistas, tanto a OUYA quanto o Piston são frutos do Kickstarter (ainda que o Piston tenha fracassado). E ambos tentam fugir do modelo atual onde console é console. Rodando Android ou Windows, a abertura tem tudo para favorecer todos que gostam de games e, como tal, são viciados em novidades.

(e os que, como eu, estavam meio frustrados com os lançamentos da próxima geração).

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