Comportamento
14 de junho de 2013 por Eduardo Biz

Além do Facebook: novas redes sociais apontam no horizonte

No último Reveillon, a promessa de Ano Novo de muita gente foi deletar o perfil do Facebook. Não é à toa que o primeiro trimestre do ano contabilizou significativas perdas de usuários na rede social, especialmente no Reino Unido.

Os motivos são diversos, mas a maioria concorda que, de modo geral, o Facebook nos deixa muito tristes. Uma pesquisa da University of Wisconsin concluiu que, mais do que mostrar fotos e updates dos amigos, a rede serve para mensurar o quanto você é querido pelos outros. Da mesma forma que uma curtida pode ser gratificante, a falta dela faz qualquer um se sentir a pessoa menos valiosa do planeta. É aquele vazio contido em cada like, sabe?

O mais preocupante para Zuckerberg é que a debandada se dá principalmente por parte deles: os jovens. Dando preferência para outras plataformas, como o Tumblr, o desinteresse da nova geração pelo Facebook já virou até motivo de piada.

Além do Tumblr, comprado recentemente pelo Yahoo, outras redes sociais já são tão populares quanto o Facebook. A obsessão pelo Instagram já foi tema de um mini-documentário, e o Pinterest vem sendo apontado como uma ferramenta de busca de imagens muito mais eficaz do que o próprio Google.

Mas afinal, o que as novas redes sociais tem que o Facebook não tem?

Desde o começo, o fascínio que o Facebook causou era a possibilidade de se conectar com todas as pessoas da sua vida. Mas não demorou para sacarmos que conexões demais significam conexões rasas. Qual o sentido de estar conectado com ex-colegas da primeira série se eu não me interesso pela vida deles? Ou com aquele amigo de um amigo que conheci um dia e nunca mais encontrei?

Tantos updates inúteis resultaram em uma Internet barulhenta para todos nós. Surge aí uma tendência pela filtragem de informações: ter foco é mais necessário do que estar conectado. Agrupar as poucas pessoas importantes para cada um se tornou uma alternativa ao grande pinico da timeline. Grupos de Whatsapp nunca fizeram tanto sentido!

Isolamento das multidões nas redes sociais

O Path é uma rede social que segue essa linha mais íntima, permitindo se conectar com no máximo 150 pessoas. Embora ainda se ouça falar pouco a respeito, o app já ultrapassou a marca de 10 milhões de usuários.

Entre as novidades emergentes, o Vine é o que mais se destaca. Na onda dos gifs animados, o app foi criado pelo Twitter e carrega no DNA aquele mesmo poder de síntese: micro-vídeos de 6 segundos em um looping infinito.

Na mesma linha, o Viddy opera como um Instagram de vídeos. O app permite colocar efeitos especiais em filmes de até 15 segundos.

Mas com tantos likes e coraçõezinhos sendo distribuídos, era de se esperar que o outro lado da moeda viesse à tona: haters gonna hate. Manifestar o ódio é a especialidade do Hater, um app social criado para “compartilhar aquilo que as pessoas detestam com quem elas mais amam”.

Outro forte diferencial das novas redes sociais é a curadoria do conteúdo. Além da popularização do Quora, que surge como uma espécie de YahooAnswers levado a sério, o Medium é a bola da vez.

Medium é uma plataforma de blog que está rompendo com algumas convenções, e assim atraindo muita gente boa publicando textos por lá. Ao invés de ter um blog, você tem um perfil e nele cria coleções temáticas de conteúdo.

Seu grande breakthrough é a abordagem de interação dos leitores: não há caixa de comentários tradicionais. Ao passar o mouse sobre os parágrafos, é possível ler ou deixar um comentário, o que gera mais foco e evita o trolling.

Plataformas de conteúdo pago também começam a pipocar por aí, mesmo havendo muito ceticismo sobre a probabilidade de vingarem. O Pheed, por exemplo, permite a criação de contas premium, que recebem de US$ 1,99 a US$ 34,99 pelos posts publicados.

O autor divide os ganhos com a rede social, que permite postagens de até 420 caracteres, além de mensagens de voz. Miley Cyrus, Paris Hilton e Chris Brown são algumas das celebridades que usam a rede, que já conta com mais de 1 milhão de users.

Nessa linha, o Teckler é uma criação brasileira que se lançou recentemente em mais de 150 países. A rede pagará os usuários de acordo com o número de visualizações do conteúdo publicado. “Queremos chegar à internet 3.0, na qual as pessoas produzem conteúdo e ganham dinheiro por isso”, diz Claudio Gandelman, criador do site.

Outro exemplo é o App.net. Livre de anúncios publicitários, a plataforma cobra US$ 5 por mês, mas também oferece o que chamam de “sistema freemium”, onde você não precisa pagar, desde que receba um convite para entrar.

Na contra-corrente dessa onda gananciosa, existe uma aura de boas ações e gentilezas girando em torno das redes sociais. Ano passado, falamos aqui no Ponto sobre o Dreabe, uma rede onde os usuários se reúnem para realizar os sonhos uns dos outros.

Mês passado, foi lançado o Bliive, uma rede colaborativa de troca de tempo. O projeto é bem interessante, com o objetivo de aproximar pessoas através do compartilhamento de experiências. Neste “banco de tempo”, você pode oferecer, por exemplo, uma hora de passeio com cachorro e receber em troca uma hora de aula de violão.

Em tempos de overload de informações, a Dieta da Informação é o grito de SOS que cada um precisa dar para não se afogar em conteúdo irrelevante. E as ferramentas estão aí!

3 comentários para Além do Facebook: novas redes sociais apontam no horizonte

  1. Uauuuu

  2. Renato Amorim disse:

    Faltou colocar o Plub aí na lista!

    A rede social vem correndo por fora do Face e do Twitter, oferecendo mais opções de compartilhamento e personalização.

    Dêem uma olhada galera: plub.me

  3. Aparecida S D disse:

    Muito interessante essa matéria ,gostei.

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