Arquivos de: Lucas Liedke

Arte
26 de junho de 2013 por Lucas Liedke

CIDADES DE PAPEL

Em tempo de tomar as ruas para fazer posts offline em cartazes handmade, nada mais apropriado que as cidades do britânico Mathew Picton. Baseadas na topografia e arquitetura local dos cenários, o micro-urbanista explora detalhes humanos, sociais e culturais de diversos cantinhos espalhados pelo mundo.

Las Vegas

 

Manhattan 9/11

 

Portland

 

Venice

Comente
Comunicação, Tecnologia
05 de junho de 2013 por Lucas Liedke

Perceptive Radio

O que aconteceu com os meios de comunicação? Migramos do consumo passivo one-size-fits-all para transmissões on-demand, adaptadas ao gosto ou momento daquele que está recebendo a informação. Bom, a internet (óbvio) e até mesmo os aparelhos de televisão já entraram nessa.

Agora foi a vez do rádio, aquele aparelhinho que reúne (ou reunia) a família na sala de estar há praticamente uns 100 anos. O laboratório de R&D da BBC desenvolveu o Perceptive Radio, um rádio cujo conteúdo da transmissão é configurado conforme o local do ouvinte, puxando informações de fontes externas para adaptar o discurso. O aparelho traz até um microfone que monitora ruídos do ambiente para determinar quando aumentar automaticamente o volume para melhorar a experiência com a caixinha vintage.

1 Comentário
Uncategorized
30 de maio de 2013 por Lucas Liedke

How to Work Better

Sabedoria popular para um bom feriado! =)

1 Comentário
Games
23 de maio de 2013 por Lucas Liedke

DOTS: VICIADOS EM CONECTAR

Ok, para você que desistiu de tentar passar da fase 184 do famigerado Candy Crush, há um novo microgame que vem mexendo com os polegares dos geeks. Trata-se do Dots, uma versão minimalista do clássico conecte-os-pontos. Tudo indica que são os detalhes, e obviamente o design, que elevaram o nível do jogo, colocando o app da Betaworks no ranking dos mais baixados.

Veja bem! Os efeitos sonoros aumentam de volume de acordo com sua pontuação. Seu telefone vibra (da mesma forma que sempre vibrou, mas parece mais excitante) ao fazer quadrados e retângulos. Um score global, e também dos seus amigos, mantém a competição ativa. Os badges são um estímulo para cada nova conquista, por mais triviais que sejam. Tudo isso deixa o game perigosamente compulsivo para aquele momento em que você simplesmente quer limpar a cabeça e conectar uns pontos.

Comente
Goody
13 de maio de 2013 por Lucas Liedke

Augusta ComVida

Hoje começamos a SOS SP, uma semana especial dedicada à cidade que faz ‘alguma coisa acontecer no nosso coração mesmo com a dura poesia concreta de suas esquinas’. Para dar esse pontapé inicial, queremos divulgar a iniciativa do Lab-SP (by Instituto Escola São Paulo) com o projeto Augusta ComVida.

A iniciativa está no Catarse e tem o propósito de gerar transformações que estimulem o convívio e a ocupação urbana, e nos façam lembrar que as ruas não são apenas um lugar de passagem. A ambição dos caras é criar um corredor verde na Augusta, trazer mobiliários urbanos, instalações sonoras e momentos de celebração onde todos estarão convidados a trazer suas próprias ideias de ocupação.

Pense com carinho em colaborar e divulgar, pois a intenção é incrível e faltam apenas 5 dias para encerrar o prazo.

LAB SP – Augusta ComVida from Instituto Escola São Paulo on Vimeo.

* Ah, e pra dar um gás, eles estão inscritos também no Asas, que completará o investimento quando o projeto atingir 80% da meta financeira.

Canal Asas from Caio Tendolini on Vimeo.

Comente
Comunicação
08 de maio de 2013 por Lucas Liedke

mimos pra quem bomba na web

Há algum tempo, o Klout se propõe a medir a influência das pessoas nas suas redes sociais (considere uma matemática que analisa likes, comentários, seguidores e reblogs de Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Foursquare e por aí vai). Apesar das muitas críticas sobre como calcular e qualificar esse tipo de informação, o Klout vem evoluindo. Criou uma plataforma de business e agora está aprimorando promoções para os nerds/bacanas que estão no topo desse concurso de popularidade.

A parceria que vem dando o que falar é com a American Airlines, que convida os maiores influenciadores (ou melhor, aqueles que tem score acima de 55) para conhecer os seus lounges Admirals Club em 37 aeroportos ao redor do mundo (sim, Guarulhos tá nessa). Wi-fi, drinks, snacks e bons banheiros, e por favor, não se esqueça de mencionar a gentileza da AA nas suas redes sociais.

Comente
Design
25 de abril de 2013 por Lucas Liedke

Fading Freshness

Os cosméticos orgânicos premium são uma belezura, mas é bom lembrar que o frescor e a eficácia desses ingredientes acabam mais rápido que o normal. Para explorar essa mensagem de forma bem intuitiva, o estúdio de design russo Ohmybrand concebeu um efeito que faz a imagem dos rótulos da marca Arboris desvanecerem com o tempo. Pois é, hoje em dia até o prazo de validade pode ficar mais palpável.

1 Comentário
Comportamento, Games
17 de abril de 2013 por Lucas Liedke

Candy Crush, a Saga

Não é sugar, é saga, e se tornou o aplicativo número um no Facebook e o queridinho das lojas de app pelo mundo. Até na Antártica se joga.

Então… O começo da brincadeira é bem atraente e inclusivo. Em primeiro lugar, é um jogo que praticamente qualquer um já conhece. Ainda assim, há um tutorial tão didático que chega a ser bobo. As cores brilham como se você tivesse 3 anos de idade. Você está em um conto de fadas! O mundo inteirinho é feito de guloseimas, e vozes suaves estimulam cada passo certo que você dá. ~ Divine!

Passado o momento fofura, vem as primeiras frustrações. Os desafios tem um ritmo instigante. Cada episódio é arquitetado no mapa apenas com o passar do tempo. E por alguns minutos (ou dias!) você esquece que está em Las Vegas e que o destino aqui é um mero algoritmo. Jogos de sorte, ainda que a gramática tente dizer ‘jogos de azar’, possuem esse poder alienante. Sabemos disso mas esquecemos, pois é alienante.

Ironias de lado, gera-se um mal-estar. Mas o mal-estar é sempre aliviado pela excitação que garante que agora ‘eu aprendi a fazer’. Até porque sua performance efetivamente melhora com o andar da carruagem de marzipã. Para agravar o quadro, em alguns momentos, o jogador é forçado a acreditar que a única forma de continuar no jogo é comprando recursos de luxo a preços estúpidos. Fica a pergunta: o que é menos pior? gastar o meu dinheiro ou o meu tempo? Saiba que algo vai ser gasto.

Como tem se falado no mundo real, a vida é o que acontece enquanto você joga Candy Crush. Mas para equilibrar o comportamento anti-social, há uma relevante camada social inserida no jogo, detalhadamente executada pela King. Quem tem mais amigos ativos no jogo não precisa, por exemplo, pagar para andar de trem ou avião. O big picture da jornada também gera um senso de cumplicidade e saudável competitividade entre os companheiros de batalha.

Mas para compensar qualquer desgosto e conflito social, lembre-se que apesar de estimular o vício em açúcar, este é um lugar raro no mundo. Aqui, você pode errar quantas vezes for preciso, o tempo corrige tudo e suas conquistas são suas para sempre. Você nunca morre, apenas ajusta o relógio do celular e segue adiante.

2 Comentários
Arte, Comunicação
08 de abril de 2013 por Lucas Liedke

Recalling 1993

O New Museum e a ilustre agência Droga5 fizeram uso de simplesmente 5.000 telefones públicos para promover a exposição NYC 1993: Experimental Jet Set, Trash and No Star, atualmente em exibição no museu. A ação (que está mais para intervenção de arte pública e urbana) apresenta milhares de histórias e relatos sobre como eram as coisas há 20 anos atrás nos mais diferentes lugares da ilha. O truque temporal e analógico do projeto, sabiamente batizado Recalling 1993, está bem longe da necessidade de GPS. Basta ligar para 1-[855]-FOR-1993 do bom-e-velho orelhão mais perto de você.

 

1 Comentário
Comportamento, Tecnologia
05 de abril de 2013 por Lucas Liedke

Rando

Desde que a vida (e todos os Big Datas) começaram e ser organizados e controlados pelo mundo digital, a Serendipidade se tornou um assunto instigante. Descobrir algo novo ou ter contato com alguém através de caminhos tortuosos e acidentais já estava nos primórdios dos chats online. Bom, quem nunca se perdeu no creepy e divertoso Chatroulette?

Há pouco surgiu o Rando: um app de compartilhamento de fotos onde o anonimato é mais saboroso do que babar o ovo daquela sub-celeb do Instagram. O usuário não sabe de quem veio a foto que recebeu, e não sabe onde a sua foto vai parar. A única informação disponível é a geolocalização, só para provar que o poder da imagem está além de qualquer língua ou cultura.

As funcionalidades estão aquém do básico, não dá pra comentar, dar like, seguir o sujeito, ou o que for. Ainda assim há algo interessante nesse sorteio global. Sem falar no reforço daquela boa lição “é dando que se recebe”.

1 Comentário