Arquivos de: nina

Comunicação
18 de abril de 2013 por nina

O lucro das palavras doces

Você compra o produto ou sua propaganda?

A maioria de nós é, obviamente, impactada pela força das palavras de um anúncio muito mais do que a oferta em si. Principalmente quando um comercial consegue arrancar emoções, sorrisos e risadas (como as campanhas do sabonete Dove e da Coca-Cola).

Com isso em mente, os publicitários Will Ferrari Júnior e Alexandre Freire resolveram impactar o cotidiano das pessoas através de palavras bem-humoradas em um negócio que, até então, nunca teve interesse publicitário: os vendedores de balas nos semáforos.

Os publicitários desenvolveram diversas frases irreverentes e ilustradas afim de chamar a atenção dos motoristas e passageiros para Thiago Martins Silva e suas balas, vendidas em um semáforo no Butantã, na zona oeste de São Paulo.

Normalmente Thiago vende cerca de 250 pacotinhos de balas em 5 horas. No dia do teste, que ganhou o nome de “Candy Project”, ele vendeu tudo em menos de três horas. Confira o vídeo:

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Arte
18 de abril de 2013 por nina

Beleza, uma questão de foco… de luz



Você não gosta das suas fotos? Acha que seu nariz parece grande, sua olheira ficou maior, sua cara pareceu estranha? Relaxa, pode ser culpa do foco de luz na hora da foto. A luz molda o rosto muito mais que qualquer maquiagem. Não à toa que os fotógrafos sempre dizem que saber fotografar é saber administrar a luz a seu favor.

O vídeo abaixo, feito por Nacho Guzman, demonstra como um rosto pode se transformar apenas mudando a posição da luz.

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Moda, Música
15 de abril de 2013 por nina

O hino fashion da geração Y

Se você costuma acompanhar os novos artistas pop que aparecem no rádio e no top 10 da MTV já deve ter ouvido o som do Macklemore, um rapper de Seattle que estourou na Internet em 2012 com seu novo álbum, The Heist, que atingiu o 1º lugar na iTunes Store em sua primeira semana de lançamento. Uma verdadeira surpresa para um artista até então desconhecido pelo grande público.

O grande sucesso veio com o vídeo do single “Thrift Shop”, hoje com mais de 232 milhões visualizações no Youtube. Isso porque, além da batida e refrão chiclete, a letra egraçadinha desse rap explora a realidade da juventude atual que, em tempos de crise econômica e debates sobre a ética e sustentabilidade da moda, sabe usar a criatividade para criar um estilo que seja barato e singular. Um hino hipster que exalta a existência dos brechós e que é também um belo tapa na cara das marcas de elite e fast-fashions. Assista:

Hino hipster? Sim, o termo que começou a ser utilizado em Nova York no início dos anos 2000 é uma derivação da palavra “hip”, algo que pode ser entendido como inovador, trendsetter. A cultura hipster é marcada por tudo que é independente, alternativo, divertido, saudosista e non-mainstream. Autenticidade é palavra de ordem, exatamente o que a letra exalta.

Mas o rapper também tem músicas mais sérias que igualmente refletem as questões do nosso tempo. Nadando contra a maré do meio homofóbico do hip-hop, Macklemore apresenta seu apoio gay na música “Same Love”. Na letra, o rapper estimula o casamento homossexual (“No freedom till we’re equal – damn right I support it”), questiona o fanatismo religioso (“God loves all his children is somehow forgotten/But we paraphrase a book written thirty-five hundred years ago”) e cutuca o meio hip-hop (“If I was gay, I’d think hip-hop hates me … A culture founded in oppression/Yet we still don’t have acceptance for ‘em”). Confira abaixo o emocionante clipe desta música:

Bom, se você curtiu o cara tanto quanto eu e quer saber mais sobre sua música, clique aqui para assistar a um curta-documentário que apresenta um pouco sua biografia e o making-of do videoclipe “Thrift Shop”.

I’m gonna pop some tags…

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Moda, Tecnologia
09 de abril de 2013 por nina

A tecnologia e a curiosidade fashion

Chega de babar à toa pelos looks das famosas na telinha da TV: a nova tecnologia veio facilitar a vida dos fashionistas de plantão. Até então, se a gente se apaixonava por um vestido usado pela Marnie num episódio de Girls, por exemplo, tinha que correr para o Google ou Yahoo! Respostas e torcer pra ver se alguém sabia dizer de onde era aquela peça bafônica.

Mas agora o Shazam, aquele aplicativo que descobre qual música está tocando, promete mudar a forma que você vê televisão. A empresa expandiu sua tecnologia de identificação de áudio para buscar informações de programas da TV. Com o aplicativo, os usuários podem decodificar o som da telinha durante um programa para obter informações como curiosidades, biografias do elenco e anúncios de mercadorias. E aí vem o pulo do gato: é com este recurso que o Shazam está buscando aumentar o envolvimento do consumidor, permitindo descobrir o que o elenco está vestindo e possibilitando a compra imediata em uma loja online.

Não é magia, é tecnologia! Lembrando que o Shazam não decodifica a imagem da TV, mas seu áudio. Louco, não? O aplicativo busca eliminar o intermediário, ou seja, o trabalho de ter que ir até o Google (ou ligar para a Central de Atendimento da Globo… alguém?) e tentar descobrir alguma informação. O aplicativo leva o conteúdo diretamente para o usuário, em tempo real. Uma forma inovadora de engajar os telespectadores muito além do programa enquanto, ao mesmo tempo, transforma-os em consumidores imediatos.

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Comportamento
26 de março de 2013 por nina

O vazio em cada ‘Like’

No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira ‘cabeçudos’, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?

As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual – e nem sempre corresponde à realidade.

Tudo isso reflete traços profundos emocionais e psicológicos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.

Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.

Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.

Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o Facebook Demetricator: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade de ‘Likes’, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.

Mais do que canais e aplicativos, as mídias sociais são responsáveis por um novo comportamento social. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.

Neste domingo teve o encerramento do Mesa & Cadeira 8, cujo líder era o artista holandês Rafael Rozendaal. O propósito era investigar os conceitos de tempo e espaço na internet. Como resultado, foram criados três sites conceituais que traduzem muito do que falei aqui:

iwannabealone.com é uma rede anti-social: ironicamente, um site para ser acessado quando desejar ficar completamente sozinho. Claro, vale também tirar os olhos da tela por alguns minutos e caminhar.

inthewailtingline.com é um site que subverte o imediatismo e onipresença da nossa era, com conteúdos online que podem ser acessados por diversas pessoas ao mesmo tempo. Na página, você é obrigado a entrar em uma fila e esperar pacientemente pela sua vez para acessar o conteúdo.

Por fim, o feelthejoyofmissingout.com questiona nossa culpa e obrigação em sempre fazer algo “útil”.

É duro admitir, mas não é difícil nos enxergar nestes papéis. Eu mesma assumo que estarei aqui, aguardando ansiosamente cada ‘curtida’ e comentário deste post.

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Comportamento
25 de março de 2013 por nina

A Menina Sem Qualidades

Depois de ‘Descolados’, de 2010, ‘A Menina Sem Qualidades’ é a nova série de dramaturgia produzida pela MTV Brasil. Com direção de Felipe Hirsch, a trama retrata a juventude atual lidando com os conflitos, angústias e outras questões vividas por essa geração.

A série adolescente é a adaptação do romance alemão ‘Spieltrieb’, escrito pelo aclamado Juli Zeh. Bianca Comparato interpreta a protagonista Ana, uma garota isolada que se relaciona com Alex (Rodrigo Pandolfo), um rapaz misterioso e manipulador. O relacionamento apaixonado e dependente dos dois criará reverberações conturbadoras.

Ficou curioso? Assista o teaser abaixo:

A série estreia na grade da MTV Brasil no dia 27 de maio. Serão 12 episódios e a MTV Brasil exibirá 4 capítulos inéditos por semana.

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Arte, Comportamento, Educação
22 de março de 2013 por nina

Museu do Amanhã

“O amanhã não é uma data, não é um lugar. O amanhã é uma construção”.

O Museu do Amanhã, que será inaugurado em 2014 no Píer Mauá, Rio de Janeiro, é um projeto inovador que terá sua arquitetura e acervo voltados para o futuro. As instalações interativas, cenários e jogos audiovisuais tecnológicos mostrarão ao visitante como ele poderá viver e moldar os próximos 50 anos. Segundo o curador do Museu, o físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira, a experiência estimulará a reflexão sobre o passado, o presente e o futuro através da ciência.

O espaço do Museu contará com exposições permanentes, uma sala de mostra temporária e um Centro de Referência Profissional do Amanhã, onde serão ministrados cursos e palestras. Também haverá o Observatório do Amanhã, uma sala que mostrará os resultados das últimas pesquisas científicas e sociais feitas ao redor do mundo.

A arquitetura do Museu, assinada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, reflete uma preocupação ambiental e sustentável. A construção está sendo feita com a utilização de materiais reciclados e prevê a captação de recursos naturais do local, como a utilização da água da Baía de Guanabara para a climatização do interior do Museu e sua reutilização no espelho d’água. O telhado servirá de base para placas de captação de energia solar.

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Moda
21 de março de 2013 por nina

A BRASILIDADE GENUINA NA SPFW

Foto: Bruno Santos / Terra

Os dois primeiros dias da 35ª edição do SPFW trouxeram uma moda divertida, colorida e brasileira para as passarelas – além de muita polêmica.

O resgate da brasilidade começa desde a decoração sustentável da Bienal, projetada pelos irmãos Humberto e Fernando Campana. A piaçava baiana envolveu as colunas de Oscar Niemeyer, transformando-as em enormes palmeiras. Bancos de vários níveis simbolizam os troncos das árvores. As paredes foram revestidas por encaixes e dobraduras douradas, iluminando o ambiente e criando um contraste entre o natural exótico e o glamour fashion.

Foto: msn.lilianpacce.com.br

Na primeira noite de desfiles, a Cavalera uniu a soul music americana com a alegria do povo do Carnaval. Ao lado de Toni Tornado, a marca transformou a passarela em pista de dança. Os modelos entravam em duplas com músicos, dançarinos e outros modelos dançando e interagindo ao som de Tim Maia e James Brown.  A maioria dos modelos eram negros, fato raro  na moda nacional e internacional. Todos dividiam uma alegria contagiante, presente no conceito e nas peças estampadas e ultra coloridas.

A inspiração da coleção veio do programa da TV americana dos anos 70 chamado Soul Train, o primeiro dedicado à cultura negra. Toni Tornado foi um dos responsáveis em trazer este movimento para o Brasil, por isso sua presença comandava o desfile.

No segundo dia de evento, Ronaldo Fraga fez uma alegre homenagem à chegada do futebol no Brasil, com um cenário que simboliza um campinho de terra batida com gols feitos em bambu. As estampas traziam hexágonos e listras em azul, vermelho, verde, preto e branco.  Haviam brasões nos paletós e os sapatos lembravam chuteiras.

Foto: flickr.com/photos/namidiacasa

Assim como no desfile da Cavaleira, a cultura e estética negra foi celebrada pelo desfile do estilista. O beauty artist Marcos Costa fez uma polêmica homenagem aos negros ao caracterizar o cabelo bombrill em um inusitado penteado feito com palha de aço. Essa estética não foi bem recebida por muita gente, que considerou a criação racista por exaltar uma característica pelo viés do deboche.

Em seguida, a Forum desfilou sua coleção elegante de referências náuticas ao som da bossa nova que canta sobre a Bahia. As peças femininas, leves e soltas estavam em preto, branco e também em cores laranja e azul marinho. Os lenços na cabeça lembravam as baianas de Salvador.

Todas as marcas falaram de um Brasil sob diferentes pontos de vista, exemplos de como a moda para brasileiro ver – e vestir – precisa saber explorar a pluralidade de características que formam a personalidade do país. Parafraseando as placas levantadas no fim do desfile da Cavalera, a moda nacional precisa celebrar “all ages, all colors, all sexes”.

A cobertura do SPFW está sendo feita por Eduardo Biz, Nina e André. 

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Nada a Ver
13 de março de 2013 por nina

School of Thrones

Em tempo da estreia da terceira temporada da série Game of Thrones, da HBO, surge essa paródia ambientada em uma escola colegial americana. Prom Night is coming.

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Comportamento
12 de março de 2013 por nina

Atrizes pornô sem maquiagem

“Maquillage c’est camouflage” – Vive La Fête

Sim, uma boa maquiagem tem o poder de transformar qualquer pessoa. Encontramos na Internet fotos de diversas atrizes da pornografia antes e depois do make. Uma metamorfose de impressionar. Para ver mais fotos (e mergulhar de vez na procrastinação), clique aqui.

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