Categoria: Comportamento

Comportamento
25 de junho de 2013 por marimessias

Rebeldes trabalhando

Rebels at work é um site dedicado para aqueles pessoas que estão sempre tentando criar maneiras de melhorar, mudar e inovar nos ambientes de trabalho. São aqueles caras bravos o bastante para se opor as mentalidades corporativas e buscar maneiras melhores de trabalhar e coexistir nesse ambiente.

No site eles podem trocar experiências, insights e conselhos para quem é ou quer se tornar um rebelde. A esperança é incentivar os rebeldes (e aspirantes) e mostrar para os executivos o quanto do seu sucesso depende dessa galera incansável.

Fica aí com um exemplo de rebeldia profissional bem sucedida:

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Comportamento, Goody
21 de junho de 2013 por marimessias

Cura Gay (e o futuro que NÃO queremos)

Cara, tá foda, muito foda. Pensei em começar o texto de várias formas, pensei em ser elegante e educada, mas sinceramente, depois dessa semana com o que eu vi, vivi e senti nos corredores do congresso nacional não dá pra disfarçar.

A eleição do deputado Marco Feliciano (PSC_SP) é um tapa na cara da sociedade civil. Ele sozinho não pode nada, mas faz parte de um projeto de poder muito maior cuja finalidade é fazer o Brasil perder a sua democracia, perder direitos adquiridos e, se tornar um país-membro de uma sociedade medieval.  A eleição dele foi fraudulenta e vai contra o regimento interno e as normas da câmara. A estratégia é ocupar espaços institucionais nos três poderes e criar leis e políticas públicas dentro da moral fundamentalistas deles.  A chantagem, a ameaça e a violência são muito usadas por eles contra os manifestantes que como eu, vão até a Câmara dos Deputados quase semanalmente protestar contra essa sucessão de absurdos.

Mas, e a CURA GAY?! Assim ó, todos os parlamentares contrários aos absurdos desse cara se retiraram da comissão (junto com eles os projetos que estavam em pauta) e fundaram a Frente Parlamentar de Direitos Humanos e Minorias. Ficaram na Comissão de Direitos e Minorias da Câmara dos Deputados, apenas aqueles membros “convidados” pelo PSC para dar quórum para as votações. Então, o projeto da CURA GAY é um desses casos. Eles colocam em pauta qualquer absurdo que passa. Mas, calma isso não vai longe. Antes de virar lei, esse projeto precisa passar por outras duas comissões e depois, só depois de aprovado, vai ao plenário onde todos os deputados votam. Depois disso, se aprovado vai ao senado. E só depois disso é que vira lei.

O que eles querem com isso? É um interesse politiqueiro, daqueles bem baixo nível, visando as eleições de 2014. Como quem vota neles são pessoas em geral sem instrução e conservadoras, essas pessoas acham que o Marco Feliciano é um cara corajoso e muito competente. Além de muito cristão, afinal, propõem a cura daqueles que eles tanto abominam! Outro aspecto é que isso sendo parcialmente permitido, os caras da turma deles já podem criar “REDES DE CLINICAS” de internação para isso, pago com recursos do ESTADO. Ou seja, com o SEU DINHEIRO. É portanto, um “mercado” novo pra eles.

Outra coisa que me dá um nó no estômago é que esse projeto de CURA GAY está alinhado com as outras ações “vitoriosas” desses caras: estatuto do nascituro (bolsa estupro), internação compulsória e a ainda em pauta redução de maioridade penal.  É também uma afirmação do que o Pastor Silas Malafaia vem dizendo que a psicologia como tal, é uma pseudo ciência que para eles o que vale é uma “psicologia cristã”. Então, tem que ter uma física cristã, uma química cristã, uma engenharia cristã, é isso?! Eu te lembro que isso é uma tentativa de tirar a laicidade do estado e da própria ciência e, todas as vezes que a humanidade experimentou isso acontecem catástrofes e crimes absurdos contra a humanidade! Quer exemplos? Lá vai: Taliban, a inquisição medieval (mais de 100 mil mulheres foram queimadas vivas sem mais nem menos), regimes ditatoriais e por aí vai.. A religião não pode, nunca, jamais, interferir no Estado, ainda mais se este for um Brasil, com Estado Democrático de direito.

Galera, isso tudo não é só a institucionalização da homofobia, da misoginia, do preconceito e do medo. É também uma enorme porta para um sistema corrupto cujo o alvo é você. Pensa que ruim não poder amar quem você quer, não poder casar com quem você quer, não poder nem ouvir a música que você gosta. Pensa que se você discordar deles de alguma forma, o Estado comandado por eles vai até a sua casa e te prende, te amordaça e te violenta.

Como disse Nelson Rodrigues (ouvi isso da super Erika Kokay na audiência pública que participei na Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal nessa semana):

“O absurdo perdeu a modéstia” e “está ousado”.

Te liga!

Esse texto é um depoimento da jornalista Letícia Perez, que já entrevistamos aqui e que segue na luta por uma sociedade mais igualitária (e menos burra).

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Comportamento
18 de junho de 2013 por marimessias

Cartografia Afetiva da Manifestação

O pessoal da nossa empresa-irmã, a Talk Inc, está construindo uma Cartografia Afetiva da Manifestação, naquela vibe de todo mundo fazendo o que sabe, por um mundo melhor. Uma Cartografia Afetiva nada mais é do que ouvir o que as pessoas estão sentindo nesses dias de manifestação e construir um relatório em forma de infográfico com os sentimentos dos cidadãos.

Sem julgar, sem promover um ou outro posicionamento político ou causa, mas sabendo que pessoas são pessoas e, como tal, sempre sentem.

Participa aí!

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Comportamento, Nada a Ver
18 de junho de 2013 por andre

Os melhores cartazes de 17.06

Inspirados pelo post incrível do Não Salvo, decidimos fazer a seleção do Ponto Eletrônico dos melhores cartazes das manifestações de ontem que certamente deixaram nosso país mais lindo, desperto e, por que não, mais vivo. Ah sim, vale começar pelo cartaz que nós fizemos por aqui

São Paulo, crédito da foto: Aoki Junior

Rio, de Janeiro, créditos da foto: Dodô Azevedo

Brasília, crédito da foto: Fabiano Costa / G1

Foto da querida Fernanda Vieira do Rio

São Paulo, crédito foto ronrodrigues

São paulo, crédito da foto: @nanahferreiira

São Paulo, créditos foto: Felipe Morozini, Rodrigo Edelstein e Barbara Thomaz

São Paulo, crédito da foto para Leo Germani

Claro que muitos dos protestos tiveram atos violentos, mas acreditamos que o jovem de hoje tem um jeito muito particular de se manifestar. E isso fica claro principalmente na linguagem, no tom realista e prático, no sarcasmo, descontração e até bom-humor. A bancada-de-julgamento do Facebook pode dizer que “essa galera é vazia e não tem ideologia”, mas acreditamos que o humor é uma importante manifestação política e uma poderosa ferramenta para provocar a reflexão.

* Muito obrigado Eduardo Biz, Jonaya, Lívia Ascava e Fernanda Vieira pela ajuda na curadoria.

** Se você conhecer o autor de alguma das fotos sem créditos ou dos cartazes, por favor, nos avise que colocamos as devidas honras. =)

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Comportamento
14 de junho de 2013 por Eduardo Biz

Além do Facebook: novas redes sociais apontam no horizonte

No último Reveillon, a promessa de Ano Novo de muita gente foi deletar o perfil do Facebook. Não é à toa que o primeiro trimestre do ano contabilizou significativas perdas de usuários na rede social, especialmente no Reino Unido.

Os motivos são diversos, mas a maioria concorda que, de modo geral, o Facebook nos deixa muito tristes. Uma pesquisa da University of Wisconsin concluiu que, mais do que mostrar fotos e updates dos amigos, a rede serve para mensurar o quanto você é querido pelos outros. Da mesma forma que uma curtida pode ser gratificante, a falta dela faz qualquer um se sentir a pessoa menos valiosa do planeta. É aquele vazio contido em cada like, sabe?

O mais preocupante para Zuckerberg é que a debandada se dá principalmente por parte deles: os jovens. Dando preferência para outras plataformas, como o Tumblr, o desinteresse da nova geração pelo Facebook já virou até motivo de piada.

Além do Tumblr, comprado recentemente pelo Yahoo, outras redes sociais já são tão populares quanto o Facebook. A obsessão pelo Instagram já foi tema de um mini-documentário, e o Pinterest vem sendo apontado como uma ferramenta de busca de imagens muito mais eficaz do que o próprio Google.

Mas afinal, o que as novas redes sociais tem que o Facebook não tem?

Desde o começo, o fascínio que o Facebook causou era a possibilidade de se conectar com todas as pessoas da sua vida. Mas não demorou para sacarmos que conexões demais significam conexões rasas. Qual o sentido de estar conectado com ex-colegas da primeira série se eu não me interesso pela vida deles? Ou com aquele amigo de um amigo que conheci um dia e nunca mais encontrei?

Tantos updates inúteis resultaram em uma Internet barulhenta para todos nós. Surge aí uma tendência pela filtragem de informações: ter foco é mais necessário do que estar conectado. Agrupar as poucas pessoas importantes para cada um se tornou uma alternativa ao grande pinico da timeline. Grupos de Whatsapp nunca fizeram tanto sentido!

Isolamento das multidões nas redes sociais

O Path é uma rede social que segue essa linha mais íntima, permitindo se conectar com no máximo 150 pessoas. Embora ainda se ouça falar pouco a respeito, o app já ultrapassou a marca de 10 milhões de usuários.

Entre as novidades emergentes, o Vine é o que mais se destaca. Na onda dos gifs animados, o app foi criado pelo Twitter e carrega no DNA aquele mesmo poder de síntese: micro-vídeos de 6 segundos em um looping infinito.

Na mesma linha, o Viddy opera como um Instagram de vídeos. O app permite colocar efeitos especiais em filmes de até 15 segundos.

Mas com tantos likes e coraçõezinhos sendo distribuídos, era de se esperar que o outro lado da moeda viesse à tona: haters gonna hate. Manifestar o ódio é a especialidade do Hater, um app social criado para “compartilhar aquilo que as pessoas detestam com quem elas mais amam”.

Outro forte diferencial das novas redes sociais é a curadoria do conteúdo. Além da popularização do Quora, que surge como uma espécie de YahooAnswers levado a sério, o Medium é a bola da vez.

Medium é uma plataforma de blog que está rompendo com algumas convenções, e assim atraindo muita gente boa publicando textos por lá. Ao invés de ter um blog, você tem um perfil e nele cria coleções temáticas de conteúdo.

Seu grande breakthrough é a abordagem de interação dos leitores: não há caixa de comentários tradicionais. Ao passar o mouse sobre os parágrafos, é possível ler ou deixar um comentário, o que gera mais foco e evita o trolling.

Plataformas de conteúdo pago também começam a pipocar por aí, mesmo havendo muito ceticismo sobre a probabilidade de vingarem. O Pheed, por exemplo, permite a criação de contas premium, que recebem de US$ 1,99 a US$ 34,99 pelos posts publicados.

O autor divide os ganhos com a rede social, que permite postagens de até 420 caracteres, além de mensagens de voz. Miley Cyrus, Paris Hilton e Chris Brown são algumas das celebridades que usam a rede, que já conta com mais de 1 milhão de users.

Nessa linha, o Teckler é uma criação brasileira que se lançou recentemente em mais de 150 países. A rede pagará os usuários de acordo com o número de visualizações do conteúdo publicado. “Queremos chegar à internet 3.0, na qual as pessoas produzem conteúdo e ganham dinheiro por isso”, diz Claudio Gandelman, criador do site.

Outro exemplo é o App.net. Livre de anúncios publicitários, a plataforma cobra US$ 5 por mês, mas também oferece o que chamam de “sistema freemium”, onde você não precisa pagar, desde que receba um convite para entrar.

Na contra-corrente dessa onda gananciosa, existe uma aura de boas ações e gentilezas girando em torno das redes sociais. Ano passado, falamos aqui no Ponto sobre o Dreabe, uma rede onde os usuários se reúnem para realizar os sonhos uns dos outros.

Mês passado, foi lançado o Bliive, uma rede colaborativa de troca de tempo. O projeto é bem interessante, com o objetivo de aproximar pessoas através do compartilhamento de experiências. Neste “banco de tempo”, você pode oferecer, por exemplo, uma hora de passeio com cachorro e receber em troca uma hora de aula de violão.

Em tempos de overload de informações, a Dieta da Informação é o grito de SOS que cada um precisa dar para não se afogar em conteúdo irrelevante. E as ferramentas estão aí!

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Comportamento, Tecnologia
13 de junho de 2013 por marimessias

Instagram de médico

http://youtu.be/Jw3tmkmNMcE

Figure 1 é o nome de um aplicativo de troca de fotos criado especialmente para profissionais da saúde. A ideia de trocar imagens é criar um processo de aprendizado real time, onde profissionais do mundo inteiro podem debater sobre diagnósticos, ao mesmo tempo em que mantém a privacidade dos pacientes.

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Comportamento, Nada a Ver
12 de junho de 2013 por marimessias

Homens de verdade curtem gatos

Gatos são o animal de estimação de mulheres enquanto cachorros são o animal de estimação de homens, certo? Segundo os cineastas australianos Cam McCulloch e Ben John Smith, errado.

Para eles é apenas obvio que os amantes de gatos tem é sido mal representados na mídia e na cultura pop. Por isso mesmo eles resolveram fazer Cat Men, um documentário sobre os rapazes que apreciam um purrr.

Se te interessou, Flavorwire entrevistou os diretores.

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Comportamento, Tecnologia
11 de junho de 2013 por marimessias

Sobrevivendo de Bitcoin

Jovens recém casados costumam ter muitas coisas em comum, como amor e falta de dinheiro. Pensando nisso, esse casal criou um projeto de Kickstarter propondo um documentário sobre como sobreviverão os primeiros 90 dias da sua união só com Bitcoin, a moeda virtual.

Entre os objetivos dessa sobrevivência estão comida, aluguel, mobília, hospital, internet e tudo mais que os pombinhos precisem.

 

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Arte, Comportamento, Comunicação, Design
10 de junho de 2013 por marimessias

O mundo é o meu playground

Vocês devem ter visto a ação da IBM que bombou semana passada e transforma outdoors em objetos úteis ao cotidiano, como bancos e toldos.

Pois é, mas longe de ser privilégio da empresa, ela reflete um comportamento que ta rolando no mundo inteiro, de quebrar barreiras e adicionar prismas divertidos ao que seria, normalmente, monótono. Como falamos no post sobre o Community-Centered Design, essas ações ajudam a melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano e incorporar tal lógica é premissa básica para instituições que desejam ser / permanecer relevantes.

A própria ação da IBM é bem parecida com uma iniciativa que postamos aqui na semana passada, de design 2D.

Mais um bom exemplo é o do designer holandês Thor ter Kulve. Ele cria instalações de street art capazes de transformar os objetos mais simplórios do cotidiano urbano em arte interativa. Algumas das iniciativas do artista são o sprinkler que, quando acoplado a hidrantes os transforma em fontes ou os balanços que podem ser acoplados em postes de luz.

Outra iniciativa legal que segue essa vibe é a campanha Nature’s Playground do National Trust inglês. O National Trust é o responsável pela manutenção, proteção e abertura ao público de imóveis históricos, como casas, lojas, fazendas e jardins.

Para aproximar o público e diminuir a formalidade das visitas, os anúncios fazem piada com placas clássicas e um “É proibido pisar na grama” vira “Por favor, fique na grama”

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Comportamento
06 de junho de 2013 por Eduardo Biz

Instagram Is

Para entender melhor sobre a obsessão mundial pela rede social Instagram, recomendo esse mini-documentário Instagram Is.

Dirigido por Paul Tellefsen, o filme traz relatos de alguns perfis populares e aborda as maneiras como o app é capaz de influenciar a vida de seus usuários.

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