Categoria: Ponto Entrevista

Ponto Entrevista
15 de maio de 2013 por marimessias

Ponto Entrevista: Courrieros

Courrieros é uma empresa de entrega de São Paulo que só utiliza bicicletas. Além do serviço incrível, que conta com um rastreamento real time, o sucesso que eles tem feito também tem uma motivação muito legal.

Mais que só um meio, o serviço prestado é uma escolha consciente, feita por uma galera que leva as bikes a sério e quer mudar o retrato atual da mobilidade brasileira.

Bora ouvir o que eles tem pra dizer e aprender, então.

Nossa aceitação até agora se deve exatamente a essa combinação de fatores, a surpreendente agilidade das bikes no transito de São Paulo e a conscientização das pessoas de que estamos nos aproximando de um ponto crítico, a cidade já não dispõe de espaço para continuar nesse ritmo.

PE – Todos que trabalham no Courrieros são cicloativistas? A idéia era conciliar trabalho com responsabilidade social e ambiental?

Nem todos, mas todos tem consciência da importância do trabalho que desenvolvem e do Impacto que este pode vir a ter fora da esfera da empresa. A Courrieros esta frequentemente envolvida em discussões  reuniões e eventos relacionados à sustentabilidade, transporte urbano e bicicleta.

Temos a consciência de que nossos ciclistas passam o dia todo na rua e tem, portanto, a responsabilidade de agir de forma responsável tanto por eles como em nome de todos os demais ciclistas de São Paulo. Eles são exemplos e representam toda uma categoria de indivíduos que ainda enfrentam algumas barreiras advindas de um preconceito histórico inerente a um tumultuado centro econômico.

Sim, a Courrieros já nasceu diferente das outras pois suas metas vao muito alem da mera sobrevivência econômica  o sonho sempre foi o de conseguir dar algo de volta a essa sociedade que ja nos deu tanto. A Ecolivery Courrieros é nossa face frente a sociedade, ela dá voz aos milhares de ciclistas individuais que circulam silenciosamente pelas nossas ruas. Através da Courrieros temos a oportunidade de ajudar a desenvolver pessoas de bem que muitas vezes nao tem a devida oportunidade à um futuro mais digno, incentivamos o estudo, a cultura e o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um dos nossos; é através da Courrieros que vemos a possibilidade de conscientizar e humanizar um pouco mais a sociedade na qual vivemos.

PE- Vocês esperavam tanto sucesso? O que vocês acham que ajudou nesse sucesso: as pessoas estão mais preocupadas com o mundo ou as bikes são mais ágeis no transito caótico de SP?

Sabíamos do enorme potencial de um negocio como esse em São Paulo, mas é difícil esperar qualquer coisa uma vez que estamos sujeitos a tantas variáveis conhecidas e desconhecidas.

Nossa aceitação até agora se deve exatamente a essa combinação de fatores, a surpreendente agilidade das bikes no transito de São Paulo e a conscientização das pessoas de que estamos nos aproximando de um ponto crítico, a cidade já não dispõe de espaço para continuar nesse ritmo.

O paulistano perde em média 2 horas e meia por dia no transito, precisamos de uma alternativa mais viável, econômica, saudável e rápida.

PE – SP está pronto para a realidade de que bicicletas são um meio de transporte? Por quê? O que falta? Como podemos melhorar o trânsito, diariamente?

Ainda não, as bikes começaram a entrar em São Paulo com mais força nos últimos 5 anos e se depararam com uma realidade bastante hostil. Transito intenso, falta de espaço  um distanciamento interpessoal que impossibilita as pessoal de se colocarem no lugar do próximo  e como consequência é uma cidade que sofre da falta de solidariedade entre seus co-cidadãos.

O que falta? Falta essa consciência  esse respeito com o próximo,  falta infra estrutura, locais adequados para a circulação de bikes, que possibilitem o acesso aos mais distantes pontos da cidade sem a necessidade de dividir espaço com os carros e caminhões.

Um primeiro passo é aprender a amar e respeitar ao próximo  é enxergar a você mesmo nos olhos de um outro qualquer, é trazer para nossa realidade a ideia de que “Gentileza gera Gentileza”. Isso já bastaria.

PE- O mundo está cheio de exemplos incríveis de diferentes formas de mobilidade urbana. Vocês tem alguns favoritos, inspiracionais?

O metro de Nova Iorque, as ciclovias em Amsterdam, os trens na Alemanha e os ônibus em Copenhague  O mundo está cheio de bons exemplos, cada um adaptado a realidade do local onde se encontra, mas todos muito eficazes e com enormes impactos sociais e ambientais.

PE- Em um futuro distante, o que vocês gostariam de ver nas ruas das cidades brasileiras?

Nas ruas gostaríamos de ver ciclovias como em Amsterdam. Ruas limpas e seguras, motoristas solidários, um ar mais limpo e uma cidade muito mais humana.

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Box Tv, Ponto Entrevista
04 de fevereiro de 2013 por Desirée Marantes

Ponto Entrevista: Tainá Muller

Imagens: Raquel Brust

Edição: Fernanda Krumel

Agradecimento especial Lena Maciel

Quando tinha 17 anos, Tainá Muller se apaixonou pela obra da escritora Hilda Hilst, e desde então ela lê, estuda e pesquisa não somente os textos, mas também a vida desta mulher corajosa, que foi pouco reconhecida enquanto estava viva. De algum jeito, Tainá sempre sentiu que deveriam se conhecer, que a casa do Sol era um abrigo e que, talvez, tenha faltado um abraço entre elas. Desde o ano passado, a atriz detém os direitos sobre a biografia da autora e já começa a tocar a produção de um filme com o objetivo de contar a história surpreendente desta artista que ela considera “a poeta da sua vida”. Com pé firme e voz macia, comenta: “Eu sou apaixonada por cinema, as passagens mais mágicas da minha vida, com certeza, estão relacionadas ao momento em que eu sentei numa sala escura e vi um filme que me tocou, e é por isso que eu tenho vontade de fazer o filme da Hilda.” É do encontro entre Tainá e Hilda que nasceu este post e esta entrevista. Um encontro tão poderoso, que logo será um longa metragem. Um encontro tão apaixonante que ainda vai render muita conversa, sonhos, imagens e quem sabe, outras narrativas.

Como surgiu tua paixão pela autora Hilda Hilst? O que, na sua opinião, faz com que a poesia dela seja tão especial?

A primeira vez que eu tive contato com a obra da Hilda foi aos 17 anos, na faculdade, quando uma amiga minha chegou com o “Contos de Escárnio”, que  li e achei bem inusitado. Na época, a editora Globo ainda não tinha publicado a obra completa da Hilda, então ter um livro dela era super raro. Achei incrível e fiquei muito curiosa pra ler mais, principalmente pela liberdade com que ela escrevia. O erotismo pra ela está sempre associado à finitude, como se a pulsão erótica fosse a mesma da morte. E uma característica da obra da Hilda que mais gosto é o modo bem-humorado com que ela fala destas coisas extremas para o humano que é a morte, o sexo, Deus… É muito presente na narrativa de Hilda a ideia de que, para se atingir o sagrado, é preciso procurar o profano. Quando fala de sexo, imagino que o que a Hilda buscava ali não era exatamente provocar tesão nas pessoas (se bem que imagino ela ficando feliz caso isso acontecesse) mas era justamente buscar estas pulsões bem primárias para encontrar alguma coisa como o que chamamos de Deus e ela de “Cara cavada”, “Porco-menino” (risos)

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Ponto Entrevista
17 de outubro de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: Alexey Dodsworth Magnavita

Conheci Alexey faz uns 15 anos e ele já era um astrólogo famoso, mesmo isso tendo sido muito antes do Personare, um dos maiores sites astrológicos na América Latina, onde ele é colaborador.

Mas, acredite, essa é só uma das muitas facetas desse sujeito foda.

Alexey também é integrante da MENSA, aquela organização de superdotados, aka, gente com QI altíssimo. Graduado em filosofia, está fazendo um mestrado com foco em astrologia como um instrumento de diagnostico na idade clássica, na mesma área.

Cansou? Pois saiba que ele também é aluno da graduação em Astronomia da USP, além de ter participado da Astrobiology Summer School, vinculada a NASA, em 2011 e 2012.

Pra quem acha que é o suficiente, ninguém faz tanto assim, é bom avisar que Alexey está lançando seu livro Os seis caminhos do amor que, segundo ele: “mescla filosofia, psicologia e astrologia em torno do tema”.

Agora deu? Ainda não: Alexey é uma das pessoas mais doces e inteligentes que eu conheci nessa vida.

Depois dessa introdução não é de se estranhar que, enquanto planejavamos nossa semana especial, eu só conseguisse pensar como seria FODA falar com ele.

Então apertem os cintos e bora viajar por todos os prismas do espaço com essa mente brilhante.

O que nos atrai tanto no espaço é o fato de ele ser sublime. Uso esta palavra de propósito, pois me aproprio da tese kantiana: eu nunca poderia dizer que o espaço é apenas “belo”. “Belo” é um adjetivo que atribuímos ao que satisfaz os critérios de harmonia e equilíbrio de nossa mente humana. E o espaço cósmico é muito, muito maior que isso.

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Ponto Entrevista, Tops
05 de setembro de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: César Schirmer Dos Santos

Do minuto que acordamos ao minuto que vamos dormir, nossa maneira de existir influencia o mundo no qual vivemos. Ao menos é nisso que acreditam os ativistas, que escolhem racionalizar o que fazem, consomem e falam para tentar promover mudanças e impacto social.

A idéia que permeia isso tudo é a busca por liberdade (seja livre arbítrio, liberdade de crença, de consumo, de expressão, de associação, enfim). No final, liberdade (e limitações) parecem perpassar toda a nossa vida.

E quem melhor para falar sobre isso que um filósofo?

Seguindo com nossa Semana Ativista, entrevistamos o foda do César Schirmer dos Santos. O César é doutor em filosofia pela UFRGS, professor da UFSM e estuda o quanto da nossa individualidade dependente dos ambientes físicos e sociais.

Abaixo ele nos diz como todos nós podemos usar nossa liberdade (e nossas limitações) para viver conforme acreditamos.

O pensamento sobre como criar mais liberdade, o qual já é fruto de alguma inextinguível liberdade, precisa ser a base a partir da qual construímos a nós mesmos, de maneira cada vez mais sofisticada e criativa.

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Ponto Entrevista
20 de julho de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: Maria Candida Baumer Azevedo

Um dos traços mais particulares da nova geração de profissionais é a versatilidade: parece que ninguém mais faz só uma coisa, tem um só interesse. E isso, me desculpem os focados, é muito bom. Muito bom para as empresas que sabem conviver com funcionários multifacetados e ultra informados e muito bom para as pessoas, que tiram sua alegria de diversos lugares.

Para entender melhor esses processos de mudança e diversificação, falamos com a Maria Candida Baumer Azevedo, especialista em carreiras paralelas. Maria é formada em Administração de Empresas pela UFPR, mestre pela UFRJ, com extensão na RSM Erasmus University. Além disso, ela é sócia fundadora da People & Results, empresa especializada em ajudar outras empresas.

Ta bom ou quer mais?

Nessa entrevista ela nos explica como as coisas tem mudado, o lado bom e ruim disso tudo e o que devemos fazer para ser profissionais mais felizes.

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Ponto Entrevista, Tops
11 de junho de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: Letícia & Kátia

Assim de cara tu pode nem te ligar em quem são a Kátia e a Letícia, mas se eu contar a história tu lembra: elas são a força propulsora por trás de uma decisão histórica do Superior Tribunal de Justiça. No dia 26 de outubro (meu aniversário!) de 2011, cinco votos contra um decidiram que elas poderiam se casar. Mesmo sendo uma decisão para o caso específico delas, isso abriu precedente para que muita gente pudesse tentar o mesmo.

Acontece que o caminho para chegar aí não foi exatamente agradável. Antes disso elas tentaram o casamento civil em cartórios e o pedido foi negado. Entraram com um recurso, que também foi negado. Foram ao TJ-RS, que não só negou como usou argumentos totalmente incompreensíveis e escrotos. Só então elas foram ao STJ, onde conseguiram a permissão (!!) para realizar o casamento.

Da primeira vez que liguei para a Letícia para explicar a entrevista e ver se rolava, perguntei qual ela achava que era a luta mais pertinente para a militância LGBT atualmente. Ela me respondeu sem nem precisar pensar: isonomia. Eu nem fazia idéia do que isso queria dizer, então fui procurar e descobri que isonomia, ou princípio da igualdade, é aquele princípio jurídico que diz que todos são iguais perante a lei.

E, putz, isso me deixou com um aperto foda no peito.

Aconteceu que eu parei pra pensar e me liguei que apesar de todo amor que elas tem e de toda essa luta que nos deixou mais distante dos medievalismos, o que elas pediram foi só o básico. Feito diz João: Deus é amor e quem está em amor está com Deus.

Por isso é que, se lá no começo quis entrevistar a Kátia e a Letícia pelo poder da vitória delas no STJ, admito que depois de conhecer melhor as duas e me dar conta de tudo isso só pensava em o quanto elas tinham para nos ensinar, a todos, sobre como ser fortes, doces e  genuínas.

Então, o maior Dia do Orgulho Gay do país acabou e nós convidamos vocês para embarcar nessa jornada em busca da isonomia e do amor, com nossa semana LGBT, gloriosamente inaugurada por essa belezinha de Ponto Entrevista com a Letícia e a Kátia.

Senta e te prepara pra viagem.

Queremos chegar num ponto em que não precisaremos mais discutir isso. Alguém discute quando um casal heterossexual vai casar? Não, porque é um assunto privado, normal.

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Arte, Ponto Entrevista
14 de fevereiro de 2012 por Vinicius Perez

Perfil: Bonifrate

Bonifrate é um ótimo sujeito. Além de ser o compositor e vocalista do Supercordas, ele também faz discos solo, todos caseiros e lo-fi, como os deuses dizem que deve ser. Com o Supercordas, está masterizando o segundo cd, o “A Mágica Deriva dos Elefantes” enquanto seu disco solo novo é financiando por Minimecenas. Hoje o Bonifrate vai listar algumas coisas que ele gosta no nosso interrogatório.

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Ponto Entrevista
28 de novembro de 2011 por Vinicius Perez

Perfil: Bruno 9li

Bruno 9li é um dos artistas mais legais desse Brasil, com seus quadros que misturam psicodelia, fauna, flora e ficção científica. Assim como fizemos com o Yuri, chamamos o 9li para nossa entrevista/questionário de ensino fundamental e conhecemos algumas referências do cara. Continue lendo.

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Arte, Ponto Entrevista, Tops
16 de novembro de 2011 por marimessias

Ponto Entrevista: Raquel Brust

Quando decidimos falar sobre formas mais sinceras e diretas de aproximar a arte do nosso cotidiano, na hora lembramos da Raquel Brust. Formada em Jornalismo pela PUCRS, ela é uma artista multimídia que trabalha com foto, vídeo e instalações. E eu garanto que tu já viu alguma obra dela, mesmo que não saiba.

Um bom exemplo disso é Giganto, um projeto de intervenções urbanas com fotografias hiperdimensionadas. Expostos pelas ruas do país, elas rompem padrões de comportamento pré-estabelecidos, tanto com a arte, como com o meio urbano e até entre as próprias pessoas.

Então bora lá, entrar nesse mundo imenso e muito bonito da Raquel.

A verdadeira casa da arte é o próprio artista, a plataforma é só um meio de externar sua essência.

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