Categoria: Ponto e Vírgula

Comportamento, Ponto e Vírgula, Tops
16 de maio de 2014 por Carla Mayumi

Jovens + Política + Sonhos

Post Mágico

Quais são os sentimentos que vêm à sua cabeça quando você ouve a palavra “política”? É isso que a gente também quer saber.

Desde 2011 estamos aprofundando olhar sobre o jovem brasileiro e sua relação com o Brasil, buscando entender o jovem como um ser social e como o “espírito do tempo” que estamos vivendo. Quando aconteceram as manifestações na maior parte do Brasil em junho do ano passado, um sentimento novo se manifestou e nós ficamos inquietos com os pontos de interrogação que pipocaram por aí e também nas nossas cabeças. O que tudo isso quis dizer? O que a juventude brasileira quer dizer quando levanta cartazes dizendo que “saiu do Facebook” ou que “isso não me representa”? Qual o legado das manifestações nas mentes jovens que lá estiveram?

A geração protagonista, do “vai lá e faz”, deu sinais de que é, sim, um ser político. Mas o que mais está por trás dessa era onde o mundo todo está se expressando a favor de mudanças?

Acreditamos que está mais do que na hora de se falar sobre Jovens + Política + Sonhos. Motivados pela inquietude e pela responsabilidade que sentimos como empresa que se propõe a entender o jovem, lançamos o Sonho Brasileiro da Política. Uma pesquisa que tem suas origens em 2011, com o primeiro estudo Sonho Brasileiro.

Desde outubro trabalhamos no desenho do novo projeto e na captação de recursos para que o projeto seja bancado 100% por pessoas físicas. Colocamos o time em campo em janeiro para a realização desse novo projeto, mesmo sem ter levantado todo o dinheiro que precisamos para a realização do projeto.

Uma pesquisa nacional, suprapartidária e sem fins lucrativos, o Sonho Brasileiro da Política terá todo o seu resultado disponível publicamente e acessível de forma simples e direta. Nosso objetivo é contribuir para o debate político, disseminando as ideias e ações dos jovens. Nossa fase qualitativa já passou por Belém, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Você já pode ter um gostinho de nossas viagens no blog sonhobrasileirodapolitica.com.br.

Ainda temos muita estrada e trabalho pela frente. Se você, como a gente, deseja ver uma nova pesquisa no ar ainda em setembro desse ano, faça parte desse movimento. Qualquer pessoa pode colaborar – os valores vão de R$ 10,00 a R$ 5.000,00 – e receber algo em troca além da pesquisa.

Nossa campanha de financiamento coletivo está no Catarse e quer arrecadar R$ 200 mil reais (a maior meta da plataforma até hoje!). O projeto todo custa R$ 800 mil e até agora conseguimos captar aproximadamente R$ 550 mil, apenas com doações de pessoas físicas. Sabemos que é um valor alto, e mesmo assim não estamos tendo lucro algum! Tudo isso serve para custear a pesquisa. Os R$ 200 mil servem para darmos mais corpo à fase quantitativa, lançarmos uma plataforma online para disseminação dos resultados e ajudar com os custos da pesquisa qualitativa. Destes R$ 200 mil, parte tem uma destinação para os custos financeiros do Catarse e parte vai para pagar a produção e envio das contrapartidas dos apoios.

 

Para tratar de política, precisamos de uma isenção que só é possível com um financiamento independente. Além disso, o Catarse é mais do que uma ferramenta de viabilização de projeto, é um reflexo do que acreditamos: participação, transparência e colaboração. Apoie, compartilhe, faça parte do Sonho Brasileiro da Política. A gente conta com o envolvimento do jovem brasileiro nessa causa que é de todos: a ressignificação da nossa política.

Outras leituras:

Acompanhe nosso blog para saber das histórias que colhemos em campo. Algumas já estão lá:

Hacker Lab: paredes rabiscadas, post-its  e a cultura hacker quebram a monotonia dentro da Câmara dos Deputados.

Meu Rio: cidadãos conectados fazendo a diferença em políticas públicas locais com alguns cliques e muita mobilização.

 

Comente
Ponto e Vírgula
24 de outubro de 2013 por andre

YOUTHMODE: UM ESTUDO SOBRE LIBERDADE

Post Mágico

A teoria geracional não consegue superar sua obsessão com a idade literal. Empresas e futurólogos estão presos em uma lógica da busca pela autenticidade, hipocrisia e rebeldia. YOUTHMODE é um caminho para fora do problema do generational branding: formas emergentes de viver a liberdade sem depender do ano em que se nasceu.

A Box1824 em parceria com a K-HOLE tem o prazer de apresentar YOUTHMODE: um estudo sobre liberdade que analisa os fatores que estão em jogo na lógica do generational branding.

No último sábado, 19 de outubro, o report foi lançado na Serpentine Gallery, em Londres, durante a 89Plus Marathon, um encontro entre intelectuais e artistas para debater sobre os jovens nascidos pós-89.

O report explora os problemas do MASS INDIE, contexto cultural em que vivemos e no qual todos somos tão especiais que ninguém realmente o é. Além disso, apresentamos NORMCORE, uma forma de viver que prioriza a identificação e a adaptabilidade no lugar da diferenciação e da exclusividade. Normcore aproveita a possibilidade de uma interpretação ambígua como oportunidade de conexão – e não como ameaça à autenticidade. Normcore é o caminho para uma vida em paz.

Ficou interessado? Comente no Medium ou baixe o PDF.

1 Comentário
Ponto e Vírgula
09 de agosto de 2013 por marimessias

10 coisas que aprendemos com o Pirate Bay

Post Mágico

Nesse sábado o Pirate Bay comemora 10 anos em uma mega festa em Estocolmo. Por aqui, resolvemos homenagear o grupo reunindo as 10 coisas que aprendemos com eles.

10. Nós não estamos sob jurisdição dos EUA

Quem viu o documentário AFK sabe do que estamos falando. Quem não viu, deveria dar uma lida nessa resposta do PB para a Dreamwork. Aliás, já que tu está lá, aproveita e le todas as respostas. São hilárias. Vou aproveitar e traduzir toscamente minha parte favorita abaixo:

“Conforme vocês devem (ou não) estar cientes, a Suécia não é um estado dos Estados Unidos da América. A Suécia é um país da Europa Setentrional. E, a menos que vocês já tenham resolvido isso, a lei americana não se aplica aqui. Para sua informação, nenhuma lei sueca está sendo violada”

9. Nós estamos sob jurisdição dos EUA

Infelizmente, nada disso funcionou e eles foram presos. Mas isso foi só o começo de uma progressão de informações que deixaram claro ao mundo tudo que os Estados Unidos tem feito contra a liberdade de expressão: de DNA de embaixadores, até o teu Facebook, eles tem acesso e controle de tudo.

Inclusive do espaço aereo europeu.

8. Google é só mais um site de buscas

Quando o Pirate Bay (e similares) começaram a ser rebaixados nos rankings do Google, o grupo veio a público esclarecer que uma parte bem pequena do fluxo vinha de sites de buscas como o Google.

Ou seja, isso foi pior para o Google que para eles, já que bateu diretamente com o ideal de empresa revolucionária que eles vendiam. E uma galera decidiu não deixar por menos.

7. Faça planos mirabolantes e divulgue

A maior parte das pessoas, diante dos inimigos poderosos que o Pirate Bay tem, já teriam desistido.

Mas o Pirate Bay não: eles investem em planos mirabolantes, que só deixam cada vez mais claro o quanto a RIAA é impotente diante de um mundo inteiro mudando.

6. Não leve nada tão a sério (nem você mesmo)

Lembra os emails de resposta que falamos lá no item 10? Eles só já seriam suficientes para provar que o pessoal do Pirate Bay sabe valorizar o bom senso (o de humor). Mas nós temos muitas outras provas disso.

5. Seja resiliente

Disse Falkvinge, fundador do Partido Pirata, que quanto mais a guerra contra a liberdade e direito de expressão cresce, mais devemos estudar os métodos pioneiros de resistência do PB.

Uns anos atrás isso, certamente, seria um ideal mais restrito. Mas quer um exemplo de que a consciência sobre a importância da liberdade de expressão é praticamente universal? Essa é a primeira vez desde 2001 que os americanos sentem mais medo da falta de privacidade do que de terroristas.

4. Sharing is Caring

Imagina um sistema de troca de conteúdo que tenha como única moeda a empatia.

A maior parte das pessoas responderia: não é possível. Mas nós já sabemos que é. E que a troca de torrents foi só uma das partes dessa revolução empatica.

O Kopimi (copy me) é outro exemplo disso. O Kopimi é um alerta de que você aceita e quer que as pessoas te copiem. E que o conhecimento se dissemine e se universalize. Para participar, é só colocar um símbolo dos que estão na página. Ou criar o teu.

3. Fight the power!

As vezes é difícil viver em mundo que pressupõe que tantos comportamentos cotidianos são criminosos. Nós vemos isso nas manifestações, onde muita gente é presa só por estar lá. Mas já víamos isso na pirataria, há muito tempo.

Sobre esse tópico sempre gosto de lembrar Lessig falando sobre os perigos de criarmos gerações que acreditam que são criminosas, apenas por fazerem o que todos fazem:

“Se a lei já tivesse mudado, quando dividem conteúdo, seu comportamento seria legal. Seu comportamento, portanto, não seria condenado. Eles não se veriam como “piratas”. No lugar disso, seria permitido a essa geração ter o tipo de infância que eu tive: onde o que um garoto normal faz não é um crime”.

Mas nós continuamos tentando. E daqui uns anos vamos olhar para trás com espanto e humor e lembrar como fomos estúpidos.

2. Internet é a vida real

E se você ainda não entendeu isso, volte para o começo.

(no AFK o Anakata disse: “nós dizemos AFK – away from keyboard/longe do teclado- porque acreditamos que a internet é a vida real”)

Caso contrário:

1. Keep Seeding!

O mundo precisa disso

2 Comentários
Ponto e Vírgula
10 de julho de 2013 por pontoeletronico

Lição aos Silvas do Brasil

Post Mágico

Estes últimos sete dias foram péssimos para o Brasil.

O maior culpado disso tudo? O “brasileiro”. Não falo do brasileiro cidadão. Dos milhares que foram às ruas motivados por suas insatisfações. Falo do arquétipo do “brasileiro”. Este “brasileiro” que vive um pouco em cada um de nós e que se fez vivo em duas figuras emblemáticas. Falo do “brasileiro” que também vive em Eike Batista e Anderson Silva.

Muito distantes em suas atuações, ambos são símbolos criados nesta última década. São produtos de um “novo” Brasil que erradicou a miséria e que já sonhava em participar da elite global. Pelo menos na elite do petróleo e da pancadaria. Mas o que vimos neste curto tempo de uma semana foi a queda, na lama e na lona, destes dois “brasileiros” de marca maior. A queda de Anderson Silva na lona em Vegas talvez seja ainda mais emblemática do que a derrocada de Eike. Filmada por inúmeras câmeras de alta definição e em todos os ângulos possíveis, a queda e seu motivo se desenrolaram em menos de sete minutos. O espírito malandro do “brasileiro” está ali, claro e cristalino para quem quiser ver e rever.

Depois de anos invictos no UFC, Anderson Silva estava no topo do seu jogo – mitificado, em plena forma física e, talvez, demasiadamente confiante. O que, aliás, parece ser uma grande contradição com o quieto pai de família de voz fina que aparece aos nossos olhos nos programas de televisão. De qualquer modo, ver aquele campeão “brincando” em frente ao seu adversário parecia grandioso, parecia realmente a lição de um grande atleta frente a um desafio menor. Lembrou em muito o mito Muhammed Ali e sua confiante dança. Além de tudo, tratava-se de um brasileiro. Alguém com a dança no sangue.

A vitória da alegria parecia estar sendo desenhada na luta, até que um dos inúmeros socos que Anderson já havia recebido na cara o tonteou. Tão logo o dançarino tupiniquim cambaleou, a raiva concentrada de Chris Weidman avançou como uma locomotiva em uma série de socos, como uma arma automática. Quando Anderson ainda estava no chão, Weidman deu mais um ou dois socos de misericórdia. Ou para ter a certeza de que a preza estava realmente “morta”, ou para desovar a sua vingança em um último tiro de satisfação vingativa ao melhor estilo tarantinesco. Entre as palavras proferidas pelo inspirado narrador da luta, ouvimos uma esclarecedora nota: “brincou demais o brasileiro”.

“Brincou demais o brasileiro” resume o que aconteceu com Anderson Silva, ao mesmo tempo que explica o que também ocorre com frequencia com o brasileiro em geral. Num lapso de falta de humildade, Silva brincou. Deixou subir o samba à cabeça e não teve maestria suficiente para bancar a ousadia. Afinal de contas, esporte não é dança. Afinal de contas, a luta tem elementos de seriedade e disciplina que os festejos passam ao largo. A tradição das artes marciais, assim como a tradição das guerras, não perdoam a desatenção, o esnobismo ou a algazarra. Mesmo os americanos, senhores da guerra, tomaram essa lição no Vietnam. O Brasil, que nada entende de guerra, confia demais ao mínimo sinal de vitória. Canta vitória antes da hora. Brinca demais antes do apito final. Esse é o veneno de nossa positividade superficial. A positividade do povo sorridente e dançarino que, sim, muito tem a ensinar ao mundo, mas pouco tem a ensinar a si mesmo.

Brincou Silva e brincou Batista. Brincaram com os seus gestos e com suas palavras. Brincaram na hora errada. Uma grande Nação se constrói honrando com a sua palavra, com uma vitoria após a outra. A conquista é um compromisso. A excelência nasce da disciplina e da humildade e não do delírio infantil de quem quer só brincar mais um pouco.

Cai o mito, levanta-se uma lição. Dançar na frente do adversário é um ideal a ser conquistado, mas o caminho para isso precisa de minério de verdade, treino exaustivo e a boa e velha humildade. Pois quando a humildade acaba, quem caminha em direção ao topo cai por terra.

*O texto é uma colaboração do João Mognon

1 Comentário
Ponto e Vírgula
04 de julho de 2013 por Marcella Franco

Café com Referências

Post Mágico

Pre-para! O Café de hoje está perfeito pra esse começo de inverno.
Acompanhe e verá!

1/ Shave It
Animação que beira o psicodélico de tantas cores misturadas e com gráficos bem feitos e lindos. O roteiro é um clássico! Conta a história de um macaco que estava de buenas na floresta até os humanos invadirem e desmatarem tudo, com isso ele resolve se depilar e…assistam!

[vimeo 63528500 w=500 h=281]

Shave it from 3DAR on Vimeo.

-x-

2/ Federico vende tudo.
Tá precisando de uma grana? Então se inspira com o Federico que resolveu fazer uma mala-preta da vida online dele e vender por 2 UDS, apenas. O cara já juntou 2.500 dólares no kickstarted e ele queria só 500. Sério, hoje só passa fome quem quer.

-x-

3/ The Kama Sutra A-Z
Uma tipografia de Kama Sutra que ainda tem um molejo. Pura simpatia e sensibilidade da designer francesa Malika Favre (vale uma espiada no portfolio completo dela que é bem bom)

-x-

4/ Posters Guide to Gay Stereotypes
O ilustrador Paul Tuller e o diretor de arte James Kuczynski criaram essa coleção de posters com estereótipos gays. As ilustras são ma-ra! E estão a venda na society6 por 18 doletas.

-x-

5/ Pool Party
Isso é o que eu chamo de real fun. quero.

[vimeo 57724355 w=500 h=281]

Pool Party from Red Paper Heart on Vimeo.

-x-

6/ Holger – Great Strings
Esse clipe do Holger foi criado a partir de um concurso que o MIS fez ano passado para selecionar um diretor para criação do clipe. Os vencedores foram Seb Caubron e Luciano Ferrarezi. E esse ano (recentemente) lançaram finalmente o video. Imagino que a inspiração da dupla de diretores tenha vindo do clipe do Sigur Rós que também é uma maravilha … (https://vimeo.com/3987450) Mas mesmo assim, o clipe do Holger está incrível… afinal Ilhabela tem toda aquela beleza, né? Ainda mais com esses jovens lindos e nús. <3

HOLGER Great Strings from Seb Caudron on Vimeo.

-x-

7/ Esquenta coração!
E pra fechar com chave de ouro, o clipe do Citizens! de True Romance e do Justin de Tunnel Vision pra esquentar nossos corações nessa linda e gelada quinta-feira.

Citizens!
[vimeo 50158321 w=500 h=281]

Citizens!, ‘True Romance’ from Somesuch & Co. on Vimeo.

Justin
[vimeo 69688101 w=500 h=281]

Justin Timberlake – Tunnel Vision (Explicit) from Tamow Free on Vimeo.

fim.

Comente
Educação, Nada a Ver, Ponto e Vírgula
26 de junho de 2013 por andre

Você está fazendo o que ama?

Post Mágico

Se não ama, será que você realmente odeia seu trabalho? Dá uma olhada na lista dos empregos que snao piores que o teu feita pelo Doug Savage do Savage Chickens e repita a pergunta:

Aqui na Box a relação das pessoas com o trabalho é um assunto que muito nos interessa. All Work All Play foi um marco na nossa reflexão sobre a relação das diferentes gerações com o tema. Histórias inspiradoras não faltam e você poderia passar o dia no ContinueCurioso.cc vendo histórias de gente que mudou de vida.

É claro que nem todo mundo faz o que ama. As campanhas antigas do Career Bullder, o site de vagas norte-americano, são sobre isso. Vale relembrar a clássica “It May Be Time”

No entanto, é importante lembrar que ninguém consegue fazer o que se gosta o tempo todo, 24 horas por dia. Afinal, fazer aquilo que você ama também diz respeito a lidar com a frustração diária e, muitas vezes, conseguir extrair alguma coisa positiva das dificuldades. Ser feliz no trabalho não significa que você vai ser feliz todos os dias e o tempo todo. Esse dualismo “amo ou odeio o que gosto e ponto” pode acabar sendo uma grande armadilha. Nesse sentido, acho a campanha de Halls Contrata muito lúcida, pois permite que as pessoas experimentem o dia-a-dia – e os perrengues – de uma “profissão dos sonhos” antes de mergulhar de cabeça.

Para encerrar e te fazer lembrar que tudo pode piorar, vale ver o infográfico dos piores trabalhos da história postado pela Fast Company. Talvez essa galera não consiga enxergar um lado positivo no seu trabalho.

1 Comentário
Comportamento, Ponto e Vírgula
28 de maio de 2013 por andre

BIOHACKING

Post Mágico

Massificação da cultura DIY, user generated content, plataformas de crowdmaking, consumo de conteúdo on demand, a revolução da produção e consumo que será provocada pelas impressoras 3D. Nos últimos anos vivemos um importante shift comportamental: a consolidação do self-making. Após décadas de valorização do conhecimento, o ato de fazer está se tornando o novo ideal. É o chamado Maker Movement, algo que o Victoria and Albert Museum chamoude Power of Making.

Se a lógica descentralizada que prioriza a experimentação transformou indústrias ligadas ao entretenimento e consumo de informação, o próximo passo é a saúde. Os devices e redes impulsionaram o self-tracking e a performance ideal. Da mesma forma, as pessoas terão cada vez mais ferramentas disponíveis para obter informações sobre o funcionamento do próprio corpo e até controlar a própria saúde. A polêmica cirurgia da Angelina Jolie é um exemplo de como a manipulação genética tornou-se um assunto de massa e uma poderosa indústria.

Nesse contexto, nasce o conceito de BIOHACKING, ou seja, a utilização da tecnologia para hackear as ciências biológicas e descobrir novas aplicações possíveis. Nesse sentido surgem redes, apps e projetos ligados à nutrição, microbiologia, genética e outros campos da medicina. BIOHACKING é o redesing de estruturas orgânicas e de sistemas biológicos à partir do self-making.

Exemplo deste movimento é a Hackteria, plataforma de biohacking criada por Marc Dusseiller, professor de micro e nanotecnologia, escritor e artista. Para ele, cientistas amadores sempre existiram. No entanto, ao passo que a tecnologia torna-se acessível para uma grande camada da população, as pessoas passarão a fazer mais experimentos com ela.

Outro exemplo é o Foldit, plataforma que convidou jogadores sem nenhum conhecimento científico a decodificar a estrutura de uma proteína do HIV, dando aos pesquisadores indicações precisas sobre como interromper o crescimento do vírus em 2011. Elevando tal lógica à última potência, podemos pensar na utilização de impressoras 3D para a criação de órgãos vitais como uma possibilidade de self-making + saúde.

Iniciativas como Foldit e Hackteria são apontadas como o primeiro passo na direção de uma nova geração de empresas farmacêuticas, start-ups de garagem que revelarão o Bill Gates e o Steve Jobs da biologia. Por outro lado, há um receio por parte das instituições públicas de que este movimento possa gerar uma epidemia de experimentos individuais de alto risco para a saúde pública ou mesmo o terrorismo biológico.

Debates éticas, políticas de regulamentação e outras inúmeras capas polêmicas para a Time estão garantidas no nosso horizonte, pois o Biohacking será uma tendência forte para os próximos anos. Para encerrar, vale assistir o TED da bióloga Ellen Jorgensen sobre biotech, a tecnologia mais transformadora da atualidade e a lúcida visão de que qualquer tecnologia poderosa pode ser usada para o progresso ou para o medo.

*Obrigado Clarice Garica e Carla pelas referências.

1 Comentário
Ponto e Vírgula
23 de maio de 2013 por Bee Grandinetti

Café com referências

Post Mágico

Hoje o café com referências poderia ser uma grande torta de climão pois começa com umas temáticas bem pesadas. Felizmente é tudo incrivelmente bonito e leve – e acaba em lhamas e gatinhos, como a vida deveria ser.


Os fodões da Buck fizeram um vídeo para a ChildLine, um serviço de aconselhamento para crianças por telefone. O sound design – que é bem monstro também – foi feito pela Antfood. A gente só fica na dúvida se o vídeo cumpre o papel de comunicar o serviço pra crianças, mas de qualquer forma é bonito ver como um assunto tão delicado como abuso sexual consegue ser abordado com tanta sensibilidade.


Vôo contra o câncer é uma campanha que convoca os brasileiros a se mobilizarem para convencer as companhias aéreas a abrirem vôos comerciais para Barretos. Lá tem o maior hospital de câncer da América Latina, um centro de pesquisa foda e uma pista de aeroporto prontinha pra ser usada, mas sem aviões. Não sei vocês, mas eu já reservei meu assento.

Muerte a los hombres malos é um projeto de humor gráfico elaborado pela dupla Caroline Selmes (ilustradora) e Laura Torné (escritora). É bem sangrento e baseado em alguns homens não muito agradáveis que já passaram pela vida das duas.

Bryjins é um projeto colaborativo entre o fotógrafo de moda americano Bryant Eslava e a ilustradora coreana Hajin Bae. O resultado lindão da mistura é esse aí de cima.

Mirjana Smith consegue transformar latas antigas já não tão úteis em uns bules FODAS.

Orange Zutto combina texturas e uma paleta particular num trabalho gosmento e fofo.

Kyle Thompson é um fotógrafo americano com uma parte do portfólio voltada para auto-retratos surreais e bem incríveis.

Aryz é um grafiteiro e ilustrador de Barcelona que tem um trabalho de babar, cheio de cuidado, feito com spray, rolinho, pincel e tudo que tiver direito : )

Clipe do Flying Lotus dirigido pelo sempre bizarro, megalomaníaco e genial Cyriak.

Todo mundo já deve ter topado por aí com algum dos pugs e gatinhos mega fofos desenhados pela Gemma Correll. Vale a pena dar uma olhada o portfólio completo dela – repleto de ilustrações cotidianas e engraçadinhas – e super divertido de explorar.

Comente
Ponto e Vírgula
17 de maio de 2013 por Bee Grandinetti

Café com Referências

Post Mágico

Nosso saladão de referências dessa semana teve tão bom e cheio de coisa que a gente até precisou jogar algumas pra escanteio pro post não ficar giga, fuén.
Muito portfólio lindo e gente incrível. Tudo recheado de cremosidade.

Igual um Oreo <3:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=mvIC4u3s35I]
Que não podia deixar de ser o primeiro vídeo do post. Já é, de longe, a coisa mais linda e fofa do mês.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=KaOC9danxNo]

Chris Hadfield é um astronauta canadense que virou uma space-celeb depois de publicar vários vídeos no youtube contando como é a vida no espaço. No domingo ele se superou e publicou seu último vídeo (choremos) antes de voltar pra Terra: uma versão de Space Oddity do Bowie – que já tem mais de 12 milhões de views.

Charmaine Olivia é talentosa, tatuada e um absurdo de gata sensual (ela é essa aí de cima). O núcleo do design não tá sabendo lidar.

Os designers Kyuho Song e Boa Oh criaram a Window Socket, uma tomada portátil que capta energia solar para carregar sua bateria interna – que dura cerca de 10 horas. AMAZING!

Daniel Mackie tem um trabalho fodão e minucioso de aquarela com inspirações no Ukiyo-e onde ele representa o habitat dos animais neles mesmos.  Samba na cara da sociedade.

O trabalho da ilustradora e cartunista Eleanor Davis é lindo e dá uma aquecidinha boa no coração : )

Antrophocene é uma série do irlandês David Thomas Smith que “costura” imagens de satélite de centros urbanos, construindo estampas complexas.

“Death to the Uno” foi uma performance da Persistent Peril para o Brighton Digital Festival de 2012. Uma animação ao vivo projetada em 3 telas simultaneamente. Dá pra imaginar como foi e ficar na vontade.

Graffiti em gif. E não, não é photoshop, o ser humano pintou MESMO cada uma das etapas.

A Tegan White tem um trabalho maravilhoso numa vibe outonal de encher os olhos. Vale ver as ilustras infantis e os letterings da moça também. Manda benzasso.

O Dan Christofferson também tem um portfólio bonitasso e classudo.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=0o9dTCl0hkY]

E pra terminar, um curta dirigido pelo Karl Lagerfeld com a diva Keira Knightely e a modelo-dentinho Lindsey Wixson contando os early days da Chanel.

 

 

1 Comentário
Ponto e Vírgula
09 de maio de 2013 por gabriela

Café com referências

Post Mágico

Muitas referências legais no café de hoje! Vejam o que rolou:

Após ser diagnosticado com câncer, o pai de Kirk Wallace ainda viveu por 7-8 meses antes de falecer. Nesse tempo, comentou com seu filho da sua vontade de tatuar crop circles no braço. Infelizmente, ele não viveu o suficiente, mas Kirk decidiu homenagear seu pai e compartilhou essa experiência.

 

O estúdio chinês LXU produziu uma série de gifs para diferentes datas especiais. É um jeito interessante para mostrar o portifólio de motion.

 

Falando de gifs, muita boa essa propaganda do energético Flying Horse.

 

NUPA é uma produtora/escola pública paulistana. Eles produziram uma série de curtas lindos que exploram a vida e cultura brasileira… olha esse homenageando Mário de Andrade e esse outro sobre a “vida oculta” dos rios, em especial o Tietê.

 

Irritable Bowl Syndrome é uma animação que resume uma parte do livro “The New New Rules: A Funny Look at How Everybody but Me Has Their Head Up Their Ass”.

 

Pra quem não viu, vale a pena conferir este trabalho da Jessica Walsch, que recentemente juntou forças com Sagmeister.

 

Quem já se atreveu a pintar, sabe que aquarela é um desafio. Babem pelos trabalhos do ilustrador Mattias Adolfsson.

 

Amando muito os trabalhos de Ohara Hale. <3

 

A IBM produziu um filme feito de… átomos.

 

Saudade da comida da vó? Olha essas fotos com avós do mundo inteiro e seus pratos.

 

Linda essa animação de Jacob Streilein, estudante da Calarts.

 

Para os amantes da tipografia, uma história concisa feita a mão.

 

E se as modelos mais famosas da História da Arte fossem reais? Veja o trabalho de Flora Borsi.

 

Quartier Latin no passado: olha esse ensaio de 1958 de Gordon Parks (1912-2006) para a Life Magazine.

 

Objetos de garrafas pets (e não é árvore de natal).

 

Sempre bom conferir como está se desenvolvendo o projeto Lettering versus Calligraphy.

Comente