Comportamento, Tecnologia
06 de agosto de 2013 por marimessias

Smartificial

Vivemos em um mundo onde gadgets são, cada vez mais, uma espécie de extensão dos nossos corpos e mentes. Por isso, parece apenas inevitável vislumbrar futuros onde seremos, mesmo, apenas um com a tecnologia.

E o grande agente dessa transformação talvez seja a necessidade de antecipação de informações, que se desenrola na produção e consumo de conteúdo que acontece o tempo todo, em todos os lugares.

Todo esse fluxo e ritmo aparecem ditados por uma tecnologia que alia suas preocupações com o mundo com informações sobre o hiperlocal, de forma que eu possa estar – e saber – sobre tudo sempre.

O inebriante sabor da onipresença é um poderoso reflexo da tendência SMARTIFICIAL.

Nela, sensores e conteúdo geolocalizável são vetores de uma sociedade mais inteligente, e “the Internet of things” tornará possível prover conteúdo relevante para cada situação e necessidade a ser vivida.

Esse crescente interesse pelo controle das realidades que vivemos é o que impulsiona exemplos como as camisetas da OMsignal, capazes de monitorar respiração, movimentação e taxas cardíacas. As camisetas enviam esses dados para aplicativos que cuidam da saúde de quem as veste, alertando sobre possível stress, desgaste e até alterações de humor.

Outro gadget que ajuda a cuidar da saúde, além de apresentar recursos mais básicos de um smartphone, é o Emopulse. Um tipo de relógio/bracelete que permite enviar e receber ligações e mensagens, usar internet e, claro, monitorar os níveis de stress e relaxamento.

SEXYFICIAL

O mais curioso de Smartificial talvez seja sua captação extremamente rápida pelo mercado erótico. Curioso, mas previsível, né, já que diz respeito ao corpo. E sexo está diretamente ligado a saúde do corpo, mais ou menos como o pessoal do PSIgasm defende.

Um bom exemplo de como Sexyficial é uma demanda real é o smart vibrator Vibease. O Vibease é um projeto do Indie Go Go que já superou em quase quatro vezes o valor pedido (e o tempo ainda nem terminou)! Mais que apenas um vibrador controlado por um aplicativo, o Vibease cria um tipo de atmosfera, com histórias temáticas.

Além disso, a possibilidade de controlar por um aplicativo tem agradado aos casais que tem relacionamento a distância.

Outra iniciativa que tem chamado a atenção dos casais que não moram na mesma cidade são as roupas intimas controladas por smartphone, criadas pela Durex. As peças tem sensores estratégicos, também controlados por smartphones.

E pra provar que não está brincando, a marca fez um tipo de test drive em vídeo, vê aí:

Mas, calma. Isso é só o começo.

Já existem coisas como o primeiro filme pornô onde a estrela é o Google Glass. E isso que o filme tem no elenco ninguém menos que o James Deen e a Andy San Dimas, e foi apoiado pela MiKandi, a maior app store para adultos (esses eufemismos).

O vídeo é super engraçado, mas a vibe é mais ou menos como no Crash, aquele filme do Cronenberg. Os recursos como reconhecimento facil (ou até aprovação de perfomance) são apenas um detalhe para a possibilidade de criação de uma realidade virtual pornô, como o PSFK chama atenção. Isso permitiria que uma pessoa fizesse sexo com uma pessoa que ela sempre quis fazer, mas que nunca rolaria (no caso de 90% das mulheres que eu conheço, essa pessoa seria o James Deen, mesmo).

Enfim, se tu quiser saber mais, vale ler o artigo do Medium: “I Banged James Deen #ThroughGlass” ou ver o vídeo.

 

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Comportamento, Design
05 de agosto de 2013 por gabriela

O branding das construtoras e nossas cidades

Nossas cidades dizem quem somos. Nossos valores, atitudes e estilos de vida definem e são definidos pela estrutura urbana. Não é de se surpreender que muitas tentativas de solucionar problemas sociais frequentemente analisam e propõe mudanças urbanísticas, como é o caso das primeiras e mais emblemáticas mudanças urbanas: a Paris de Haussman e a Nova York de Moses.

As manifestações pelo país não exigem apenas um transporte público justo e eficiente, demonstram também uma nova atitude da população em relação às ruas. Nunca se falou tanto em ocupar a cidade e isso reflete a transferência da abordagem urbanística progressista e culturalista para um urbanismo que pensa em escala humana, algo mais próximo das ideias de Jane Jacobs. Ela escreveu o conhecido Morte e Vida das Grandes Cidades (1961) criticando o modelo urbano americano dos anos 50.

 

Se a imagem da cidade ideal se assemelhava à Brasília em larga escala com funções delimitadas por áreas ou, posteriormente, a um condomínio fechado, onde estas funções se limitam a uma elite, hoje a utopia de cidade pensa em escala humana: sonha com pessoas na rua e não confinadas no espaço privado. Pensa em bairros que abrigam diferentes tipos de construções com diferentes funções para que as ruas tenham sempre olhos a vigiando, cria condições propícias para que a rua não seja apenas um espaço de passagem, mas um lugar de convivência.

O branding de muitas construtoras se atenta a essa corrente de pensamento. É comum ver grandes obras imobiliárias ostentando uma identidade que se apropria de códigos das ruas para conversar com este novo momento: o grafitti, a celebração da cidade, etc.

Neste cenário de conscientização sobre o espaço que vivemos, clamamos a ocupação do espaço público. Mas como fazemos isso? Não é qualquer ocupação que se alinha com as ideias de Jacobs, privilegiando as pessoas e pensando em escala humana. Muito pelo contrário, é necessário atentar-se aos movimentos que surgem neste cenário de transição.

A estética do “ocupar”, que produz imageticamente valores de bem-estar e cidadania são promovidos mesmo quando inexiste uma reflexão mais assertiva sobre a cidade, ou seja, mesmo quando se constrói muito cimento sobre o custo de especulação e desapropriação de famílias.

Sob a máscara festiva que anuncia a ocupação do espaço público, ocorre um fenômeno que Sharon Zukin chamou de “pacificação pelo capuccino”, que significa a marginalização de pessoas e cultura local em detrimento de cultura comercial de classe média. É o caso de muitos imóveis que surgem hoje na região da Rua Augusta em São Paulo, por exemplo.

Mais do que nunca, vemos construtoras se apropriando de códigos das ruas em seu branding e tentando se aproximar do público jovem que é familiarizado quase que por inercia com os ideais de Jacobs. Parecem assim se alinhar com o momento atual, porém, essa “ocupação” frequentemente vem desprovida de qualquer reflexão sobre seus impactos futuros.

O branding de muitas empresas pode absorver o espírito de ocupação, mas é preciso atentar se essa ocupação garante o direito das pessoas à cidade ou justamente o contrário. Se essa estética apenas anuncia a criação de condições para a rua como espaço de convivência ou se, na verdade, ela massacra essa possibilidade, tornando aquele espaço ideal restrito apenas no imóvel que ela vende.

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Nada a Ver
02 de agosto de 2013 por marimessias

Melhores links da semana

Bradley Manning, responsável por muitos dos cabos mais famosos publicados pelo Wikileaks, foi condenado como “espião”, ainda que tenha sido absolvido da acusação de “traidor”. Para saber um pouco mais sobre por quais motivos Manning foi condenado, vale rever nosso infográfico sobre o Wikileaks.

Ainda sobre Wikileaks, o asilo russo de Snowden pode tornar relações entre os países mais conturbadas, acreditam os especialistas (sempre eles).

No Brasil, as manifestações seguem: BH ocupou a prefeitura, RJ acampou em frente a casa do governador, SP voltou pras ruas e POA disse que não desiste do Passe Livre.

Nos 20 anos da chacina da candelária, sobrevivente aproveita para escrever uma carta contando seu lado da história.

Aliás: Cadê o Amarildo, ein?

Dilma enfrentou oposição de religiosos e sancionou uma lei que estabelece garantias à mulher vítima de violência sexual (é, eu também achei que essa lei já existia).

Uruguai, depois de acabar com as mortes por aborto, legaliza maconha.

Essa semana, também, o Google lançou o Chromecast, dispositivo de Tv on Demand.

E tem o Little Free Libraries, projeto mais simpático do momento no kickstarter. A ideia é espalhar pequenas bibliotecas por São Francisco.

Por falar em kickstarter, Marina Abramovic colocou a criação do MAI - Marina Abramovic Institute of Performance Art no catarse.

E já que falamos em performance, hoje sai o doc da HBO sobre a performance de 6 horas do Jay-Z rapping Picasso Baby em uma galeria em NY.

A dica aos empreendedores é esse documentário sobre jovens empreendedores e o mindset prático da nova geração.

Comentaristas de portal!

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Nada a Ver
29 de julho de 2013 por marimessias

Vintage WTF

Vintage WTF é o tumblr recém criado pelo pessoal do Retronaut que reúne, isso mesmo, as fotos mais WTF do passado.

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Educação, Tecnologia
23 de julho de 2013 por andre

FLOQQ e o aprendizado descentralizado

Quer criar games em HTML5? Aprender a fazer sushi? No Floqq dá. O Floqq é uma plataforma para troca e comercialização de cursos online em vídeo. No lugar de se inscrever em uma escola especializada ou mesmo comprar um livro sobre o assunto, o usuário pode se inscrever em um vídeo-curso sobre o tema. A ideia é proporcionar uma forma mais visual e até prática de aprendizado.

Introducing Floqq from Floqq on Vimeo.

A proposta faz muito sentido no contexto de aprendizado descentralizado em que vivemos. Qualquer um pode aprender ou mesmo ensinar sobre seu assunto de interesse, valorizando os “especialistas leigos” – experts sobre determinado assunto que não necessariamente estão na mídia tradicional ou na academia. A plataforma criada por estudantes espanhóis permite ainda que o usuário receba comissões ao promover um curso disponível no site.

Por um lado, exemplos como esse materializam um novo conceito de aprendizado, assunto que falamos bastante aqui no Ponto. A massificação das ferramentas digitais democratizaram a informação, fazendo com que o aprendizado informal faça cada vez mais parte da vida das pessoas. Coursera, Khan Academy e outros exemplos do nosso infográfico sobre Educação Informal evidenciam como a educação de alta qualidade está disponível para qualquer pessoa que pode se conectar à internet. Tema que o excelente mini-documentário The Future of Learning, desenvolvido pela Ericsson para o projeto Networked Society, aborda muito bem.

Por outro lado, tudo isso representa uma microtendência que temos acompanhado de perto aqui na Box, o Skills Showcase. Trata-se do crescimento de plataformas que exploram características individuais intangíveis, valorizando a trajetória individual por meio de múltiplos formatos: textos, áudios, vídeos, animações, ilustrações, etc. Exemplos não faltam, como o Seelio, plataforma  para apresentação das habilidades pessoais e projetos profissionais de cada indivíduo ou até mesmo o Open Badges, ferramenta criada pela Mozila para que o usuário possa criar e verificar seus próprios distintivos digitais.

A rapidez de absorver o conteúdo online cria a sensação que há mais tempo e espaço para aprender, além de empoderar as pessoas a aprender mais. Nesse sentido, os exemplos citados também representam novas formas de trocar conhecimento. O futuro das escolas é uma pergunta difícil de responder e que tem provocado muita gente boa a pensar e agir. No entanto, o que já sabemos é que o presente do aprendizado deve seguir uma lógica hacker: descentralização, colaboração e um eterno estado beta.

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Tecnologia
22 de julho de 2013 por Eduardo Biz

Canary e a realidade das casas inteligentes

Casas inteligentes e a Internet das Coisas são realidades cada vez mais próximas do nosso cotidiano. O Canary é um exemplo bem vivo disto!

Trata-se de um aparelho multi-sensorial de segurança, que aprende a rotina do lar e oferece alertas de atividades suspeitas.

A invenção, que está em crowdfunding no Indiegogo, é capaz de gerar dados a partir de sensores que trackeiam tudo que acontece na casa, desde horários de movimentação até a temperatura padrão. Quando percebe que algo está fora do normal, seu dono é avisado através de um app no celular.

O valor no crowdfunding é de US$149 e, pelo andar da carruagem, o Canary promete virar uma febre, como aconteceu com o termostato Nest.

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Tecnologia
22 de julho de 2013 por nina

Cansado da Internet?

Você não agüenta mais os mesmos blogs de sempre? Está se sentindo um pouco perdido sem o Google Reader (e não viu nosso post sobre o mais novo e incrível reader)? Não choraminguue porque nós, do Ponto Eletrônico, viemos mais uma vez mexer com o tédio da World Wide Web com uma novidade interessantíssima: conheça o Futureful, um aplicativo que devolve a delícia da serendipidade interética, ou seja, traz a navegação acidental como pilar da experiência da web através de uma plataforma desenhada especialmente para a descoberta de conteúdos relevantes para você.

Ao abrir o aplicativo, você vai ver umas bolhas que representam diferentes tópicos. Clique na bolha que considerar mais interessante e, em seguida, aparece uma série de bolhas relacionadas ao tópico, juntamente com um artigo sugerido. Você pode ainda conectar bolhas-tema para formar diferentes combinações (por exemplo, “memória” e “arte moderna”), fazendo o aplicativo trazer artigos que se encaixam com o que foi solicitado.

O co-criador do Futureful, Jarno Koponen, diz que o aplicativo tenta combinar os artigos mais recentes e populares na Internet ao mesmo tempo que busca os verdadeiros diamantes que estão no fundo do mar da internet. O sistema faz recomendações com base no que outros usuários com interesses semelhantes parecem gostar, mas também mantém busca destaques de sites relevantes. Enquanto não há nenhum botão “like” para declarar o seu afeto por determinados conteúdos, o aplicativo monitora a quantidade de tempo que você gasta lendo um artigo e suas ações, como caso você resolva compartilhá-lo através da mídia social, fazendo a avaliação dos seus maiores interesses com base nesses pontos.

Essa proposta enfatiza e se apropria da não-linearidade do nosso tempo, causada pela própria Internet. Por que não fazer um caminho diferente? Por que não se deixar levar pela surpresa? Imagina quantas coisas podem acontecer que poderiam mudar seu dia… ou até mesmo sua vida?

Lançado em versão beta em os EUA no início deste ano, o aplicativo já está disponível para iPhone e iPad (choremos, Androiders). Ainda sinto falta de ter essa ferramenta para browser.

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Arte
18 de julho de 2013 por Eduardo Biz

The Future of Art

Muito bom esse mini-documentário sobre o futuro da arte!

Nomes de peso como Hans-Ulrich Obrist e Olafur Eliasson dão depoimentos bem pertinentes sobre a estética em uma era hiperconectada e sobre o conceito de autoria em tempos de colaboração em massa.

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Comportamento, Design
15 de julho de 2013 por marimessias

Banco com vibe de restaurante

Chianti Banca se uniu aos designers da DINN! para criar uma ambientação que evocasse o espírito de um restaurante da Toscana. Nada de diferente, até aí, não fosse Chianti Banca um dos maiores bancos de crédito cooperativo na Itália (e o maior da região da… Toscana!)

A ideia deles foi criar um ambiente menos tenso, capaz de estimular confiança e intimidade, sem perder a identidade mega informal, característica do país. Pra isso, eles investiram nos materiais naturais e numa paleta de cores reconfortantes.

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Comunicação, Nada a Ver
15 de julho de 2013 por marimessias

Da um abracinho aqui

http://youtu.be/V01nbPdWmAg

O Outback Brasil criou essa cadeira que, conectada com o Facebook do aniversariante, transforma as felicitações da timeline em abraços. Como assim? A cadeira tem bracinhos e um tablet ligado nela. É.

Vale só pela bizarria, vai.

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